Valores (virtudes)

Contar às crianças a seguinte história:

Parábola da Torre

Certo dia, um fazendeiro quis construir uma torre para defender sua propriedade. A muito tempo atrás isso era comum - no alto da torre ficavam vigias que protegiam as terras de uma invasão ou algo parecido.

Os amigos do fazendeiro ficaram bastante animados. Queriam que começassem logo, sem demora, sem pensar muito se não acabaria desistindo.

Apesar de todo entusiasmo e incentivo dos amigos o fazendeiro resolveu fazer as coisas sem pressa. Primeiro iria fazer os cálculos das despesas da construção. Quanto iria gastar com as pedras, os tijolos e todo o material necessário para construir a torre. Procurou saber também, quanto gastaria com os trabalhadores que fariam a torre.

Só assim, depois de tudo calculado e analisado resolveu começar a obra. Recebeu muitas críticas dos seus amigos pela sua demora. Mas, o fazendeiro explicou que tudo na vida tem um valor. E que ele, para ser um homem honesto, não poderia fazer diferente do que fez para não dar prejuízo pra ninguém.


Disse aos amigos: - Sou um homem responsável. Não posso prejudicar a ninguém para que as pessoas continuem a confiar em minha palavra. Se eu tivesse começado a obra, e faltasse dinheiro no meio do caminho, as pessoas diriam que eu não cumpro com o combinado. Mas, como fiz todos os cálculos, isso não irá acontecer!

No final, depois da torre pronta, todos ficaram felizes, pois a fortaleza protegeria as propriedades do sábio e honrado fazendeiro e além disso, tiveram uma grande lição...
(adap. do livro Histórias que Jesus contou)



Perguntar às crianças se elas entenderam a história (ir relembrando passo a passo).
Qual a lição que os amigos tiveram? (deixar elas responderem).
Explicar: 


Tudo que vamos fazer devemos ter certeza que vamos conseguir concluir sem causar problemas aos outros.

Assim como as coisas tem seu valor material (as pedras, tijolos, o trabalho dos operários, tem um preço), as pessoas tem valores morais (ser honesto, responsável) que também precisa de tempo e trabalho para ser conquistado.

Vamos então construir nossa Torre da Virtude com tijolos do Bem, da Cooperação, da Honestidade, Responsabilidade, da Fé, do Amor.


Dessa forma estaremos protegendo nossa vida contra os acontecimentos difíceis que aparecerem em nossa frente!


Com o auxílio de duas caixas, uma dourada e uma preta (esta com um fundo falso - prender uma sacola no fundo e deixar as duas caixas sobre uma mesa para que não se veja o truque), dramatizar a seguinte história:

A caixinha de Deus

Tenho em minhas mãos duas caixas que Deus me deu para guardar.
Ele disse: - Coloque todas as suas tristezas na preta e todas as suas alegrias na dourada.

Nesse momento, escrever num papel todas as alegrias que as crianças lembrarem de suas vidas (se precisar usar mais folhas) e em outro papel as tristezas (também poderá usar mais folhas). E colocar nas devidas caixas.


Eu entendi suas palavras e, nas duas caixas, tanto minhas alegrias quanto minhas tristezas guardei.
Mas, embora a dourada ficasse cada dia mais pesada, a preta continuava tão leve quanto antes. Curioso, abri a preta. Eu queria descobrir o porquê, e vi na base da caixa um buraco pelo qual minhas tristezas saíam.


Nesse momento, levantar a caixa e tirar o saco com os papéis dentro. Mostrar a caixa para as crianças.


Mostrei o buraco a Deus e pensei alto: "Gostaria de saber onde minhas tristezas podem estar..."
Ele sorriu gentilmente para mim e disse: - Meu filho! Elas estão aqui comigo!

Mostrar o saco que tirou da caixa com as tristezas dentro.


Perguntei: - Deus, por que deu-me as caixas? Por que a dourada inteira a preta com o buraco?
- Meu filho, a dourada é para você contar suas bênçãos... E a preta é para você deixar ir embora suas mágoas e tristezas...


Lembre-se sempre de guardar seus momentos mais felizes e deixar ir embora as tristezas!!!


( História tirada da Página: Fórum Espírita)



Nesse momento, explicar às crianças que para termos sempre os tijolinhos de Valores (também chamados de virtudes), deveremos lembrar dessas caixinhas e deixar as tristezas irem embora pois as alegrias ajudarão a colar os tijolinhos um no outro para construir nossa torre da Virtude!


Montar uma torre da virtude com as crianças como painel para a sala. Escrever essas virtudes além de outras em retângulos de cartolina ou papel cartão como se fossem tijolos e montar uma torre com as crianças.

Os dois filhos

Contar a história que Jesus contou sobre os dois filhos (mateus, 21:28-32)





Um homem tinha dois filhos que vivam com ele numa terra onde possuíam  uma vinha (plantação de uvas). Certo dia o pai disse ao mais velho:
-Meu filho, hoje não irás ao mercado da vila pois já fiz as compras necessárias.Vai trabalhar na vinha.

O rapazinho que era considerado modelo de menino educado, pela maneira que tratava as pessoas, falou com delicadeza ao pai:
-Sim, meu pai, eu vou.

Porém, não foi. Queria mesmo ter ido ao mercado ver os amigos Joel e Davi e não colher cachos e mais cachos de uva. Ficou chateado com o pai mas preferiu fingir que iria obedecer ao pai para não aborrecê-lo.

No mesmo momento, o pai também chamou o filho mais novo que era considerado o desobediente da casa.Todos chamavam de "pestinha". O pai disse-lhe:
-Meu filho, não precisará acompanhar seu irmão ao mercado hoje pois as compras já chegaram.Vá trabalhar na vinha.

O menino que era muito impulsivo (agia sem pensar) respondeu muito bravo:
-Eu, não...Não quero trabalhar na vinha...
E correu. Mas, depois, em seu quarto, pensou em como tinha sido bruto com seu paizinho tão amigo, arrependeu-se, volto pra sala e pediu-lhe perdão. E foi, com a consciência limpa colher as uvas.
(Adap. Histórias que Jesus contou - Clóvis Tavares)




Em seguida perguntar :
Qual dos dois filhos foram corretos?
Deixar as crianças responderem.


Explicar o que Jesus quis dizer com essa história:

Existem pessoas que, na nossa frente, parecem corretas, educadas,  boas. Mas, longe de nós, não se importam com ninguém, só com elas mesmas. Essas pessoas não são verdadeiras. Não seguem então as leis de Deus: "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".

Também existem outras que são impulsivas e acabam agindo errado, mas se arrependem quando percebem o erro e voltam para pedir perdão e fazer o que é certo. Essas sim, estão seguindo as Leis de Deus.


Jesus contou essa história porque, já no seu tempo, haviam pessoas que aparentavam ser boas mas no coração não eram e ainda julgavam as pessoas que erravam, mesmo se elas se arrependessem depois.
Então, guardem a lição crianças: Não somos certos sempre, mas quando erramos devemos nos arrepender  e passar a agir corretamente, conforme as Leis de Deus.



Atividade:

Utilizando e.v.a ou cartolina, papel fantasia, através de colagem montar um lindo cacho de uvas abaixo dessa frase:




 Outra opção: para imprimir


Orgulho


Primeiramente perguntar às crianças o que elas acham que significa orgulho.
Depois explicar de forma clara.
-Significado de orgulho:
 Orgulho é um substantivo masculino com origem no termo catalão orgull que é uma característica de alguém que tem um conceito exagerado de si próprio. Também pode significar altivezbriopundonordignidade soberba.

Contar a seguinte história:

A baleia azul 




         Ela nasceu grande e forte. Desde recém-nascida era muito maior do que os outros habitantes das profundezas do oceano. Afinal, era uma baleia. Uma linda baleia azul!


         Mas Balofa, como seus amigos peixes a chamavam, não conseguia brincar e se divertir como todos os outros seres do mar por causa do seu tamanho.


         Com o passar do tempo, como só conseguisse brincar com as outras baleias iguais a ela, começou a desenvolver dentro de si um enorme desprezo pelas outras criaturas, fossem peixes, moluscos ou crustáceos.


         Considerava-os pequenos e insignificantes, e o orgulho pelo seu tamanho e beleza tomou conta do seu coração. Quando eles se aproximavam querendo brincar, ou apenas conversar, ela respondia altaneira:


         – Não se enxergam? Vejam o meu tamanho e vejam o de vocês! Vão procurar sua turma que eu tenho mais o que fazer.


         E como muitos seres do mar se afastassem à sua aproximação temendo ser esmagados por ela, Balofa acreditou-se verdadeiramente invencível e auto-suficiente, afirmando convicta e cheia de orgulho:


         – Eu sou forte e poderosa. Não preciso de ninguém.


         Certo dia, contudo, passeando com sua mamãe, afastou-se do cardume encantada com a beleza de alguns corais que vira ao longe. Aquela região era absolutamente desconhecida para ela.


         Não se preocupou, porém. Era grande e sabia se defender. Não havia morador das profundezas do mar que pudesse vencê-la. Quanto ao caminho de casa, logo o encontraria. Era só questão de tempo. Com sua inteligência e sua força não tinha medo de nada.


         Assim pensando, Balofa percorreu enormes distâncias sem saber para que lado estava indo. Já estava cansada quando, sem perceber, aproximou-se muito de uma praia e ficou presa num banco de areia. Lutou bastante, debateu-se, suplicando ajuda:


         – Socorro! Socorro! Estou presa e não posso sair! Socorro! Acudam!


         Mas, qual! Aquela era uma praia quase deserta e dificilmente passava alguém. Há horas estava fora da água, sob o sol inclemente. Exausta de lutar, sentia-se cada vez mais fraca. Ninguém atendia às suas súplicas e a pobre baleia azul pensou que era o fim. Morreria ali, sem socorro e longe da família.


         Chorou, chorou muito. Desesperou-se e compreendeu, finalmente, que não era tão auto-suficiente como sempre acreditara. E que o seu tamanho, aquele enorme corpo do qual sempre se orgulhara, era justamente a razão de estar presa no banco de areia.


         Com lágrimas nos olhos, lamentava-se:


         – Ah! Se eu fosse pequenina como os outros peixes não estaria agora nesta situação.


         Meditou bastante e decidiu que, se conseguisse se salvar, seria diferente e não desprezaria ninguém. Deixaria de ser tão orgulhosa e faria amizade com todo mundo.


         Algumas horas depois passou um garoto pela praia. Vendo-a, gritou encantado:


         – Uma baleia azul! E parece que está encalhada, pobrezinha. Vou buscar ajuda.


         Se fosse em outra época, Balofa reviraria os olhos com desprezo, não acreditando que uma criatura tão insignificante pudesse ser de alguma utilidade. Agora, porém, era diferente. Agradeceu a Deus pelo auxílio que lhe mandava na pessoa de uma criança tão pequena.


         Logo depois o menino voltou com o pai e algumas pessoas das redondezas. Com grande esforço, aproveitando a subida da maré, conseguiram finalmente soltar a grande baleia, que sumiu nas águas, toda feliz.


         Um pouco adiante, encontrou sua mãe, muito preocupada, que a procurava sem descanso. Ufa! Que alívio!


         Naquele dia, no fundo do mar houve grande festa, e os peixes ficaram admirados de serem convidados por Balofa. E, mais ainda, de serem recebidos com muito carinho e atenção pela linda baleia azul, toda sorridente e gentil.


Tia Célia
Célia Xavier Camargo 
Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita



Conversando sobre a história:

  • Como era a baleia azul?
  • O que aconteceu com ela?
  • O que ela aprendeu?

Todos nós temos nossas qualidades. Características pessoais que nos mostram quem somos. Devemos reconhecer nossos valores não pra "se achar" mais do que os outros, mas, para sabermos que somos capazes de fazermos muitas coisas boas e, assim, agradecermos a Deus por sermos quem somos.

Para Deus, todos temos valores. Porém, vale mais os sentimentos bons que possuímos em nossos corações e como nós somos com as demais pessoas.


Então crianças, lembrem-se sempre: 

Mais importante do que contar vantagens por se ter algo melhor que outro, é estar sempre pronto a ajudar alguém. É ajudar aos colegas a descobrir que eles também tem seus valores. Ser bom, amigo e prestativo será sua melhor qualidade!



(sugestão de leitura : Parábola do fariseu e do publicano- Histórias que Jesus Contou de Clóvis Tavares)


Sugestões de atividades:

1 -Desenho da baleia azul para colorir: 



2- Outras atividades :





Parabola da ovelha desgarrada

Contar a seguinte história para as crianças com auxílio de fantoches ou painel de feltro com as figuras que se movimentam pelo cenário(figuras que se colam com velcro):


Nos tempos de Jesus, havia um pastor de ovelhas que tinha cem ovelhas. Cuidava de todas, com muito carinho e dedicação. Todo o dia, logo cedo, guiava-as aos campos para se alimentarem de folhagens verdes e tenras.

fantoche de mão (exemplo )

Quando o Sol estava alto esquentando ainda mais o dia, levava as ovelhinhas para se deliciarem nas águas frescas e límpidas de um riacho deixando-as, em seguida, descansando á sombra de uma colina até o Sol baixar um pouco.

Passavam assim quase o dia inteiro, trazendo- as, ao final do dia, felizes, de barriguinhas cheias e seguras! Porém, entre as cem ovelhinhas, havia uma que andava, já há algum tempo, insatisfeita com essa rotina.

Todos os dias, quando chegava ao campo, olhava admirada as montanhas azuis ao longe e imaginava como seria delicioso enxergar o mundo daquele lugar! Mas o pastor nunca as levara para lá! Pelo contrário: as afastava dali!

avental de contar histórias (exemplo)

Então, um dia, enquanto o pastor seguia á frente chamando pelas ovelhas, ela correu pelo lado em direção á montanha com cuidado para que ninguém a visse. Correu feliz da vida, livre, por campos longos e diferentes até chegar à montanha de pedra.

Subiu com dificuldade, mas conseguiu chegar ao topo e enxergar toda a paisagem que sempre vira do chão. Depois de algum tempo, começara a sentir sede e cansaço: afinal não havia seguido com as outras até o riacho - não havia nenhuma fonte de água por onde passara.

O Sol estava alto e lá não tinha nenhum galho sequer para escondê-la. Resolveu descer, mas acabou escorregando e rolou morro abaixo! Já no chão, percebeu a bobagem que fizera: o pastor não a levava ali, porque lá não havia água, nem sombra para sobreviverem!

Agora estava ela ali: com sede, com fome, ferida, e para piorar, perdida! Percebeu que não sabia mais o caminho de volta! Triste, arrependida, resolvera deitar ali mesmo esperando seu fim...

Mas o que ela nem imaginava era que, assim que voltara com as ovelhas para o redil, o pastor sentira falta de uma ovelha! Então, deixou as noventa e nove bem guardadinhas e logo cedo partiu em busca da ovelha desgarrada.

Andou por todo o caminho que percorria diariamente. Depois, passou a caminhar pelas pastagens próximas, mas não encontrou. Continuou andando por muito tempo: subiu morros, andou por riachos, mas nada! Porém não desistiu dela!

E no dia seguinte encontrou a pobre ovelhinha já quase morta: ferida, com sede e com fome. Calmamente, o bondoso pastor limpou suas feridas, deu-lhe água fresca, acariciou-a e a abraçou, emocionado por ter encontrado a pobrezinha ainda viva!

Carregou-a nos braços de volta para casa. Ao chegar, chamou todos os vizinhos, amigos e familiares pedindo para que todos ficassem felizes por ele ter finalmente conseguido achar e trazer de volta a ovelha perdida!

Mural com os personagens com velcro (semelhante ao que usamos)

Jesus contou essa história aos seus discípulos mostrando que nós somos como as ovelhas. E ele como o pastor. Ele nos guia pelos melhores caminhos, ensina-nos a evitar os perigos, a contornar os obstáculos. Seguindo-o estaremos seguros e chegaremos felizes no final.

Porém se, como a ovelha desgarrada, nos perdermos pelo caminho enfrentando dificuldades e dor, já arrependidos; como o pastor, Ele nunca nos abandonará, e nos resgatará de onde estivermos. E ao retornarmos todos os bons amigos espirituais ficarão felizes  por nós!
(Texto criativo da parábola de Jesus. Poderá ser usado, se preferir, o livro Histórias que Jesus contou)


Após a história, conversar com as crianças sobre qual lição se tira desta parábola.

Atividades:

1- Colar algodão na ovelhinha:


 2- Fazer o caminho do pastor:



3- Pintar o Pastor com as ovelhas:

Por que estamos aqui?

Neste momento, a sala deverá estar em silêncio, apenas com música ambiente suave, com luminosidade também suave.
Sentados em círculo, levantar as seguintes questões, pedindo para pensarem um pouco, mas não precisam responder:


  • Por que estou aqui hoje?
  • Por que minha mãe (ou tia, ou avó, ou pai...) veio pra cá hoje?
  • Pra que existe esta Casa, esta salinha?



Depois de uns minutos para pensar, dar a chance de responderem se quiserem.
Passar para perguntar um pouco mais difíceis:


  • Por que eu nasci?
  • Porque existe o planeta Terra?
  • Por que nasci nesta família?


Deixar pensarem... Mais uma vez não precisam responder.

De todas essas perguntas talvez vocês consigam responder algumas. Outras, nem eu ainda consiga! Mas é assim que tudo começa...

Vamos facilitar as coisas?


Fazer uma fila com as crianças e seguir em frente falando (a sala deverá estar preparada anteriormente, como se fosse uma trilha com objetos no meio do caminho e obstáculos para serem desviados):

Vamos imaginar que estamos fazendo um longo passeio (a nossa vida). Nesse passeio, às vezes encontramos lugares difíceis de caminhar - com pedras no caminho, buracos, perigos...

Tudo fica mais fácil se tivermos um guia que nos mostre o caminho. Na nossa vida, esse guia é Jesus.

Então, se confiarmos nas orientações deste guia, seguiremos o passeio felizes, aprendendo muitas coisas boas e ajudando outras pessoas a aproveitarem melhor seu passeio.



Voltar a sentar em círculo.

Nossa evangelização é parte desse grande passeio, onde aprendemos coisas bem importantes sobre como viver melhor nesse mundo tão lindo feito por Deus.
Vamos fazer esse passeio ficar bem divertido?


Em seguida cantar músicas alegres, e contar as novidades que 
teremos na casa esse ano!
Sugestões que poderão ser vistas no Youtube:
Bia Bedran
Palavra Cantada
Patati Patatá
Galinha Pintadinha





Unica dádiva



Para começarmos nossos trabalhos junto aos irmãos espirituais, nesse novo ano que se inicia, nada como uma mensagem para reforçarmos que temos dentro de nós tudo que mais precisamos para arregaçar as mangas e pôr mãos à obra: o amor de Deus.


Conta-se que Simão Pedro estava cansado, depois de vinte dias junto do povo.

Banhara ferimentos, alimentara mulheres e crianças esquálidas, e, em vez de receber a aprovação do povo, recolhia insultos velados, aqui e ali...

Após três semanas consecutivas de luta, fatigara-se e preferira isolar-se entre alcaparreiras amigas.
Por isso mesmo, no crepúsculo anilado, estava, ele só, diante das águas, a refletir...
Aproxima-se alguém, contudo...
Por mais busque esconder-se, sente-se procurado.
É o próprio Cristo.


- Que fazeis, Pedro? – diz-lhe o Senhor.
- Penso, Mestre.
E o diálogo prolongou-se.
- Estás triste?
- Muito triste.
- Por que?
- Chamam-me ladrão.
- Mas se a consciência te não acusa, que tem isso?
- Sinto-me desditoso: Em nome do amor que me ensinas, alivio os enfermos e ajudo aos necessitados. Entretanto, injuriam-me. Dizem por aí que furto, que exploro a confiança do povo... Ainda ontem, distribuía os velhos mantos que nos foram cedidos pela casa de Carpo, entre os doentes chegados de Jope. Alegou alguém, inconsideradamente, que surripiei a maior parte. Estou exausto, Mestre. Vinte dias de multidão pesam muito mais que vinte anos de serviço na barca.

- Pedro, que deste aos necessitados nestes últimos vintes dias?
- Moedas, túnicas, mantos, unguentos, trigo, peixe...
- De onde chegaram as moedas?
- Das mãos de Joana, a mulher de Cusa.
- As "túnicas"?
- Da casa de Zobalan, o curtidor.
- Os mantos?
- Da residência de Carpo, o romano que decidiu amparar-nos.
- Os unguentos?
- Do lar de Zebebeu, que os fabrica.
- O trigo?
- Da seara de Zaqueu, que se lembra de nós.
- E os peixes?
- Da nossa pesca.
- Então, Pedro?
- Que devo entender, Senhor?
-Que apenas entregamos aquilo que nos foi ofertado para distribuirmos, em favor dos que necessitam. A Divina Bondade conjuga as circunstâncias e confia-nos de um modo ou de outro os elementos que devamos movimentar nas obras do bem... Disseste servir em nome do amor...
- Sim, Mestre...
- Recorda, então, que o amor não relaciona calúnias, nem conta sarcasmos.
O discípulo, entremostrando súbita renovação mental, não respondeu.

Jesus abraçou-o e disse:
- Pedro, todos os bens da vida podem ser transmitidos de sítio a sítio e de mão em mão... Ninguém pode dar, em essência, esse ou aquele patrimônio do mundo, senão o próprio Criador, que nos empresta os recursos por Ele gerados na Criação... E, se algo podemos damos de nós, o amor é a única dádiva que podemos fazer, sofrendo e renunciando por amor...

O apóstolo compreendeu e beijou as mãos que o tocavam de leve.
Em seguida, puseram-se ambos a falar alegremente sobre as tarefas esperadas para o dia seguinte.

Refletindo sobre a Paz




(O logotipo da Campanha para o desarmamento nuclear tornou-se um símbolo da paz internacionalmente reconhecido.)

Paz


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Paz é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações agitação. Derivada do latim Pacem = Absentia Belli , pode referir-se à ausência de violência ou guerra. Neste sentido, a paz entre nações, e dentro delas, é o objetivo assumido de muitas organizações, designadamente a ONU - Organizações das Nações Unidas.No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, desconfiança e de um modo geral todos os sentimentos negativos. Assim, ela é desejada por cada pessoa para si próprio e, eventualmente, para os outros, ao ponto de se ter tornado uma frequente saudação (que a paz esteja contigo) e um objetivo de vida. A paz é mundialmente representada pelo pombo e pela bandeira branca.
(Wikipédia) 

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 Paz

O mundo pede por Paz. A ausência da paz gera tristeza, angústia, sofrimento, dor.
Hoje, vemos a violência instalada em todos os lugares: nas escolas, nas ruas, nos lares. Brigas iniciadas por tão pouca coisa, transformadas em explosões de ira, ódio mortal! Pessoas tirando a vida umas das outras por motivos fúteis. Sem contar as inúmeras notícias de atropelamento e fuga, assaltos, violência contra animais, abandono de filhos...
Lembro das aulas de História, onde minha professora contava as histórias dos guerreiros bárbaros e eu imaginava o horror que deveria ser... Não estamos tão diferentes deles não...
Recordo ainda as Primeira e Segunda guerras mundiais: Hitler, armas nucleares,... Hoje, assim como naqueles tempos, temos medo de sair de casa e não voltar. Antes, imaginava-se que se sabia quem era o inimigo...
Voltando ainda no tempo, a mais de 2000 anos, lembro de um homem que tentou plantar o amor, a paz, o perdão e recebeu em troca a crucificação. Depois, seus seguidores sendo mortos em verdadeiros espetáculos nas arenas, comidos por leões...
Tiveram ainda aqueles que dizimaram povos em nome de Deus, nas chamadas guerras santas(faz algum sentido?)...
 Mas hoje, temos violência em todos os lugares! Guerras urbanas, pressa de se chegar em algum lugar que nunca chega, falta de paciência, irritabilidade, uns querendo ser mais que os outros, pessoas querendo ter vantagens por fora...
A Paz. Será que cabe lugar pra Paz? É o que queremos. Mas é um exercício que começa individualmente, parando pra rever seus conceitos, suas atitudes, sua maneira de encarar os problemas. Não queira “vencer” sempre! Mesmo que esteja certo, deixe o outro com a opinião dele. Não alimente a ira do outro! Pode ser perigoso - literalmente!
Falar mais de sentimentos bons, amor, alegria, amizade. Ser verdadeiro sem ser ofensivo, se indignar sem grosseria, resolver discussões com inteligência, ir em busca da justiça - não da milícia.
Estimular mais as reuniões familiares, os encontros entre amigos, as confraternizações entre colegas. Lembrar que ser feliz, sorrir, abraçar e amar nos traz sensações muito melhores do que nas brigas e nas guerras.
Propagar a Paz e os sentimentos que ela nos traz. Essa é a solução.
Autora: Patrícia Simões
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A paz, vídeo Roupa Nova



O que é o Natal (video)

Sugestão de vídeo para passar não só para as crianças, mas para toda a família!Não deixem de ver, é rapidinho!


O que é o Natal - Senninha


Curta metragem de animação em que o personagem Senninha descobre
o significado do Natal.

Realização: Instituto Ayrton Senna, 2007.

O joio e o trigo

Contar para as crianças a parábola do joio e do trigo:



"Um semeador, durante todo dia, semeou grãos de trigo no seu campo.
Ao pôr do Sol voltou para casa, cansado, mas, feliz por haver realizado sua missão de trabalho. Semeara trigo e estava contente porque aquele trigo seria, em breve transformado em pão, para alimento de muita gente.



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Porém, esse homem tinha um inimigo que invejava suas plantações. O inimigo era mau e queria, a todo custo prejudicar as sementeiras do fazendeiro.
'Que farei'? - pensava o inimigo. E teve a ideia maldosa de semear pequenas pedras no campo de trigo; mas, poderiam ser retiradas e seu ódio não ficaria satisfeito. Resolveu, então, semear joio onde o trigo havia sido semeado. Foi esse o plano maldoso do inimigo do semeador.

O joio é uma planta muito parecida com o trigo, mas não serve para a alimentação do homem, podendo até envenená-lo. Eis porque o inimigo do fazendeiro quis fazer a mistura do joio com o trigo no campo, visando prejudicar a colheita e causar males aos que se alimentassem do produto daquele campo.

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O inimigo fez o que pensou. Durante a noite, enquanto o fazendeiro e seus trabalhadores dormiam, o homem maldoso entrou no campo e semeou joio no meio do trigal. Completada sua obra de ódio e ruindade, ele se retirou, cuidadosamente.


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Algum tempo depois, quando as espigas de trigo já surgiam no campo, apareceu também o joio.
Então, os trabalhadores foram dizer ao fazendeiro o que haviam visto no campo:
-Senhor, não semeaste no campo somente boas sementes? Por que, então, está nascendo joio no trigal?
O fazendeiro já havia descoberto tudo e respondeu aos servidores:
-Foi um inimigo que fez isso...


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Os trabalhadores lhe perguntaram:
-Senhor, queres que vamos agora mesmo, arrancar o joio?
O senhor, porém, lhes respondeu com uma explicação:


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-Não é possível fazer isso agora. Vocês sabem que o joio é muito parecido com o trigo. Se vocês quiserem arrancar o joio, que foi plantado junto com o bom grão, arrancarão também o trigo. Na época da ceifa, eu direi aos ceifeiros que colham primeiro o joio e o atem em feixes para queimá-los; e depois juntem o trigo no meu celeiro." 
(Histórias que Jesus contou. Clóvis Tavares - Ed.Lake)
 (ilustração: Patrícia Simões)

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Explicar às crianças o que Jesus quis dizer com esta parábola:


  • O semeador: É ele mesmo, Jesus, que semeia a boa semente.
  • O campoÉ o mundo, o planeta Terra onde vivemos.
  • O trigoAs boas pessoas que procuram compreender e praticar os ensinamentos de Jesus.
  • O joioAs pessoas que não querem ouvir nem seguir os ensinamentos de Jesus e preferem seguir os maus caminhos dos vícios e da maldade.
  • O inimigo(que semeou o joio): Os Espíritos inferiores que lutam contra a obra de Jesus, influenciando as pessoas ao crime, à injustiça.
  • A ceifaA época da Regeneração da Terra, quando nosso planeta deixar de ser um mundo de sofrimento para ser um mundo de aprimoramento. 
  • Os ceifeirosSão os anjos, Mensageiros da Luz, Grandes Espíritos que, em nome de Deus, vão ser os responsáveis por guiar essa transformação.

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No momento em que houver essa transformação, os que desejam seguir o caminho do bem e da justiça serão distanciados daqueles que  preferem o caminho da maldade e da injustiça.

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Então crianças, procurem cultivar sempre nos seus coraçõezinhos os sentimentos bons.
Percebam vocês mesmos como se sentem quando ficam tristes, com raiva. Dói a cabeça, o corpo, dá vontade de chorar... Isso é ruim não é?
E quando ficam felizes, emocionados? Como seu corpo se sente bem depois daquela gargalhada gostosa, ou quando alguém vos abraça agradecido! Bem melhor não é?

Como nosso planeta pode ser comparado a uma grande plantação, procure sempre cuidar de tentar plantar boas sementes que seriam as coisas boas, os bons pensamentos, o carinho pelos amigos, o agradecimento pela mamãe, por exemplo. Tentar viver como se vocês fossem o trigo.
Quando surgir ao seu redor sentimentos ruins, dor, tristeza, lembrar de pedir a Deus para lhes ajudar. Converse sobre isso com a mamãe, o papai, a professora combinado? Fique bem!