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Carinho - um ato de amor

Perguntar ás crianças o que  elas acham que significa carinho. Depois de ouvi-las  complementar:

Significado de Carinhosubst. m.Sinónimos: afago, lisonja e mimohttp://www.lexico.pt/
Significado de Afetos.m. Sentimento de imenso carinho que se tem por alguém ou por algum animal; amizadehttp://www.dicio.com.br/


Como viram um ato de carinho, de afeto é uma expressão de amizade e amor.
Quem vocês se lembram de já ter-lhes dado  carinho?
Vocês costumam dar carinho?
Como podemos dar carinho?
Ouvir suas explicações e em seguida contar a história Um bocadinho de Inverno

Um bocadinho de Inverno
Paul Stewart e Chris Riddell

– Vou ter saudades de ti – disse o Coelho.
– Vais ter saudades de mim?
– Não – disse o Ouriço.
– Eu vou ter saudades de ti – disse o Coelho.
– Já sei – disse o Ouriço -, ainda agora mo disseste.
– És esquecido – disse o Ouriço.
– Esquecido? – disse o Coelho.
– Se não fosses esquecido – disse o Ouriço -, lembravas-te por que é que eu não vou ter saudades de ti.
– Lembra-me – disse o Coelho.
– Vou estar a dormir – disse o Ouriço. – Quando estamos a dormir não temos saudades dos amigos.
O Ouriço pegou numa pedra bicuda e foi até à árvore. O Coelho comeu uma ervinha verde, e depois uma florinha, e depois um trevo.
O Ouriço escreveu uma mensagem na casca.
Querido Coelho
por favor guarda-me
um bocadinho
de Inverno
para quando
eu acordar
Saudades
Ouriço
X
– Coelho - disse o Ouriço -, quero que me faças uma coisa. Vai ser difícil para um animal que é tão esquecido. Foi por isso que escrevi uma mensagem: para te lembrar. Quero que me guardes um bocadinho de Inverno.
– Mas porquê? – perguntou o Coelho.
– Quero saber como é o Inverno – disse o Ouriço.
– O Inverno é duro e branco – disse o Coelho.
– O Inverno é frio.
– Mas frio como? – disse o Ouriço.
– Agora tenho frio. Frio e s-o-o-o-n-o.
E bocejou.
O Coelho abanou o amigo.
– Ai! – gritou ele.
– Coelho – disse o Ouriço.
– Está na hora de eu encontrar um sítio quente para passar o Inverno.
O Coelho chupou a pata.
– Vou ter saudades de ti – disse ele.
Nesse ano o Inverno foi rigoroso. Caiu neve. O lago gelou. O Coelho estava quentinho na toca mas tinha fome.
– Isto é que é aborrecido no Inverno – disse o Coelho, enquanto saltava para fora.
– Quanto mais frio está, mais comida eu quero.
Olhou em volta.
– E quanto mais frio está, menos comida encontro.
Não havia erva verde.
Não havia trevos verdes.
O Coelho teve de se contentar com coisas castanhas.
Folhas castanhas.
Casca castanha.
Uma castanha.
Quando o Coelho viu as palavras na árvore, ficou tão surpreendido que deixou cair a bolota.
A bolota rolou.
Juntou neve.
Transformou-se numa bolinha de neve.
O Coelho leu a mensagem.
– Ai a minha cabeça – disse ele. – Um bocadinho de quê?
Soprava um vento gelado. O Coelho olhou para a bola de neve e lembrou-se.
– Um bocadinho de Inverno – disse ele.
O Coelho rolou a bola de neve na neve.
A bola ficou cada vez maior.
O Coelho embrulhou a bola de neve com folhas.
– Não vão deixar entrar o calor. Não vão deixar sair o frio – disse o Coelho.
– Depois guardo-a debaixo do chão.
Chegou a Primavera. O Sol brilhava. A neve derreteu-se e o lago voltou a ser de água.
O Ouriço acordou.
– Ouriço! – disse o Coelho.
– Coelho! – disse o Ouriço.
– Oh, Coelho – disse o Ouriço -, comeste o Inverno.
– Não – disse o Coelho.
– Comi foi a casca. O Inverno está guardado.
– Está na minha toca.
– Vou buscá-lo.
O Ouriço tocou na bola castanha e macia.
– Disseste-me que o Inverno era duro e branco – disse ele.
– E frio.
– Espera – disse o Coelho.
– Retirou as folhas, uma a uma.
– O Ouriço olhou para a bola de neve.
– Tinha o aspecto de Inverno.
– O Ouriço cheirou a bola de neve.
– Cheirava a Inverno.
– O Ouriço agarrou na bola de neve com as patas.
– Ai – gritou ele.
– Ela mordeu-me.
– É assim – disse o Coelho – que é o Inverno.
– Obrigado por te teres lembrado – disse o ouriço.
– Lembrei-me porque tive saudades de ti – disse o coelho.
– E tu, tiveste saudades de mim?
O Ouriço deu um suspiro.
– Oh, Coelho – disse ele

Comentar: perceberam que o coelhinho teve um ato de carinho com o ouriço? Qual foi?
Existem várias maneiras de sermos carinhosos com as pessoas. Com palavras, gestos e atitudes diferenciadas.
Muitas vezes as pessoas são tão carentes de amor, afeição, gestos de carinho, que não sabem dar nem receber gestos de amor. Ou estão passando por um momento difícil e preferem ficar sozinhas. Podemos perceber isso, por exemplo, quando uma pessoa se afasta quando queremos abraçá-la. Quando isso acontece, o melhor é darmos carinho de outra forma: fazendo um cartão, um desenho, uma flor... Quem sabe com o tempo essa pessoa perceba que só queremos o seu bem e assim possamos dar aquele abraço em algum momento?

Ternura, carinho e afeto são atitudes de amor e amizade. Vamos procurar agir assim com as pessoas que nos cercam? Agindo com gentileza e alegria vamos  tornando o nosso mundo muito melhor!

Existem várias ações no mundo hoje que nos dão exemplo de gestos de carinho:





Atividade:
Distribuir cartões em formato de corações e pedir para as crianças entregarem para as pessoas que frequentam nossa Casa, amigos, colegas de escola, vizinhos e quem mais quiser.
Não esquecer de falar:  Um gesto de carinho pra você!





O poder da gentileza

O que é gentileza?
O que é ser gentil?
Quantas vezes, depois de um ato de gentileza, alguém nos cutucou falando: "você é bobo hein?!"

Gentileza é um ato de delicadeza e amabilidade.
Ser gentil é ser amável com as pessoas.

Porque sendo um ato tão bonito seria uma atitude de alguém bobo?
Só porquê cedeu seu lugar na fila á alguém?
Só porquê cedeu sua cadeira a alguém que pareceu precisar mais?
Que mal há nisso?
O quanto isso te prejudica?

Prestem atenção na seguinte história:


O poder da gentileza
 
 
Eminente professor, interessado em fundar uma escola num bairro

pobre, onde centenas de crianças desamparadas cresciam sem o benefício

das letras, foi recebido pelo prefeito da cidade que lhe disse imperativamente,

depois de ouvir-lhe o plano:

— A lei e a bondade nem sempre podem estar juntas. Organize uma casa

e autorizaremos a providência.

— Mas, doutor, não dispomos de recursos... — considerou o benfeitor dos

meninos desprotegidos.

— Que fazer?

—De qualquer modo, cabe-nos amparar os pequenos analfabetos.

O prefeito reparou-lhe demoradamente a figura humilde, fez um riso

escarninho e acrescentou:

— O senhor não pode intervir na administração.

O professor, muito triste, retirou-se e passou a tarde e a noite daquele

sábado, pensando, pensando...

Domingo, muito cedo, saiu a passear, sob as grandes árvores, na direção

de antigo mercado.

Ia comentando, na oração silenciosa:

— Meu Deus, como agir? Não receberemos um pouso para as criancinhas,

Senhor?

Absorvido na meditação, atingiu o mercado e entrou.

O movimento era enorme.

Muitas compras. Muita gente.

Certa senhora, de apresentação distinta, aproximou-se dele e tomando-o

por servidor vulgar, de mãos desocupadas e cabeça vazia, exclamou:

— Meu velho, venha cá.

O professor acompanhou-a, sem vacilar.

À frente dum saco enorme, em que se amontoavam mais de trinta quilos de

verdura, a matrona recomendou:

— Traga-me esta encomenda.

Colocou ele o fardo às costas e seguiu-a.

Caminharam seguramente uns quinhentos metros e penetraram elegante

vivenda, onde a senhora voltou a solicitar:

— Tenho visitas hoje. Poderá ajudar-me no serviço geral?

— Perfeitamente — respondeu o interpelado —, dê suas ordens.

Ela indicou pequeno pátio e determinou-lhe a preparação de meio metro de

lenha para o fogão.

Empunhando o machado, o educador, com esforço, rachou algumas toras.

Findo o serviço, foi chamado para retificar a chaminé. Consertou-a com

sacrifício da própria roupa. Sujo de pó escuro, da cabeça aos pés, recebeu

ordem de buscar um peru assado, à distância de dois quilômetros. Pôs-se a

caminho, trazendo o grande prato em pouco tempo. Logo após, atirou-se à

limpeza de extenso recinto em que se efetuaria lauto almoço.

Nas primeiras horas da tarde, sete pessoas davam entrada no fidalgo

domicílio. Entre elas, relacionava-se o prefeito que anotou a presença do

visitante da véspera, apresentado ao seu gabinete por autoridades

respeitáveis. Reservadamente, indagou da irmã, que era a dona da casa,
 
quanto ao novo conhecimento, conversando ambos em surdina.

Ao fim do dia, a matrona distinta e autoritária, com visível desapontamento,

veio ao servo improvisado e pediu o preço dos trabalhos.

— Não pense nisto — respondeu com sinceridade —, tive muito prazer em

ser-lhe útil.

No dia imediato, contudo, a dama da véspera procurou-o, na casa modesta

em que se hospedava e, depois de rogar-lhe desculpas, anunciou-lhe a

concessão de amplo edifício, destinado à escola que pretendia estabelecer. As

crianças usariam o patrimônio à vontade e o prefeito autorizaria a providência

com satisfação.

Deixando transparecer nos olhos úmidos a alegria e o reconhecimento

que lhe reinavam nalma, o professor agradeceu e beijou-lhe as mãos,

respeitoso.

A bondade dele vencera os impedimentos legais.

O exemplo é mais vigoroso que a argumentação.

A gentileza está revestida, em toda parte, de glorioso poder.

(Do livro: A vida fala - I , Neio Lúcio)
 

                                     Gentileza, Marisa Monte, Youtube

Atividade:
Pedir ás crianças outros exemplos de gentileza em casa, na escola, na rua,...
Desenhar esses exemplos de gentileza.

 
 
Lembrem-se sempre:
"Gentileza gera gentileza"!
 

                                          Vírus da gentileza, Youtube

 
 

Afabilidade e doçura: Gentileza

Gentileza:


Conceito: Ser gentil é ser bom, fazer o bem nos atos mais simples da vida.
Evangelho Segundo o Espiritismo: A afabilidade e a doçura - instruções dos espíritos, capítulo IX: Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos.
"Gentileza gera gentileza".


Contar as seguintes fábulas de Esopo:

1- A formiga e a pomba



Uma formiga bebia água num rio quando de repente acabou sendo arrastada por uma correnteza.
Uma pomba que observava a cena, arrancou uma folha e jogou sobre a correnteza perto da formiga.
A formiga subiu na folha e pode flutuar sobre a água com segurança até a margem do rio.

Pouco tempo depois um caçador de pássaros que estava escondido sob as árvores, vendo a pomba, se preparou para caçá-la. Ele preparou uma armadilha para a pomba: colocou visgo no galho que ela dormia sem que ela percebesse.

A formiga, que de baixo via tudo, percebendo a má intenção do caçador deu-lhe uma ferroada no pé. O caçador levou um susto, deixando assim, sua armadilha cair. A pomba despertou e voou para bem longe se salvando.

Moral da história: Nenhum ato de boa vontade ou gentileza é em vão.


2- O carvalho e o junco



O carvalho havia crescido forte, robusto, à beira de um rio, mas foi arrancado por uma forte ventania num dia de tempestade e acabou sendo levado pela correnteza.

Assim, a árvore que era frondosa, seguia a correnteza do rio, quando de repente seus galhos encalharam em um trecho de água rasa da curva do rio, e parou em frente a uma moita de juncos que crescia na margem do rio.

Triste com a situação em que se encontrava, lamentou para as plantinhas:
-Gostaria de ter sido como vocês que apesar de serem frágeis e fininhos, não são tão prejudicados pelos fortes ventos.

Um dos juncos respondeu:
-O problema meu amigo, é que você quis lutar contra o vento e acabou derrotado. Nós, ao contrário, nos curvamos diante do mais leve sopro de vento. Por isso permanecemos são e salvos.

Moral da história: Para vencer os obstáculos mais difíceis não devemos usar a força, mas a gentileza e a humildade. 


Atividade:

1- Comentar com as crianças os atos dos personagens:
  • Em quê a pomba foi gentil com a formiga?
  • Como a formiga agradeceu a gentileza?
  • O carvalho era gentil?
  • Os juncos eram gentis?
  • Vale a pena ser gentil?

2- Como podemos ser gentis no dia-a-dia? Dar às crianças exemplos como: ceder lugar na fila aos menores, compartilhar guarda-chuva, dividir o último lanche, dar passagem pra quem estiver com pressa... Esperar que elas também deem exemplos.


Lembrar que é preciso ser gentil e bom não só quando se tem gente olhando - mas em todos os momentos de nossas vidas.