Primavera

A primavera é uma estação muito bonita! É a estação das flores, a natureza se renova, o clima muda...

Assim como na natureza, podemos aproveitar essa estação para mudarmos a nos mesmos também não é mesmo?
Vamos pensar...

O que fazemos no nosso dia a dia, na escola, em casa que não é legal?
Fazer bagunça,
Brigar com colegas,
Desobedecer a mamãe,
 Não ser legar com as pessoas,
...
 Vamos usar a primavera para melhorar a nossa vida, e das pessoas que estão em nossa volta?
O que podemos fazer de bom?

Arrumar nossa bagunca,
sermos obedientes,
ser legal com as pessoas, ser gentil,...

A natureza também serve de exemplo, vamos aproveitar esse exemplo para fazer nosso mundo mais bonito!
Atividades - sugestões



Ou fazer um desenho bem lindo sobre a primavera!!!



O peixinho Azul

Contar a história O peixinho Azul, do livro homônimo do autor Roque Jacintho, editora Feb.


Ploc era um Peixinho Azul.
Além da cor, o seu porte gracioso e as ondulações que fazia para nadar pelo seu aquário, despertavam tanta admiração, que todos iam vê-lo.
Até guardanapo ele usava ás refeições!


O pobre Mimi, porém, um gatinho já vencido pela idade e pelas experiências da vida, muitas vezes o advertia com brandura:
-Não cultive o orgulho, Ploc.
Ploc invarialmente redarguia, levantando o queixo voluntarioso:
- Não me aborreça, gato velho!
Mimi sacudia a cabeça e retirava-se.
Um dia, no entanto, quando Fifica, a arrumadeira da casa, transportava o aquário para a limpeza do dia, inadvertidamente virou o vaso e Ploc se estatelou no chão seco, sendo atirado por debaixo de um móvel, sem ser visto.
Debatia-se o infeliz.
Abria e fechava as guelras, ansioso por respirar. E a sua coloração azul quase se tornava rubra de esforço. Mas tudo era inútil, porque a sua agitação não chegava a ser ouvida por Fifica que, também atribulada, estava a procurá-lo.

De repente, toda a família estava na busca.
Mimi, sem nada a saber, penetrou na sala.
Diante do corre-corre, coçou a cabeça e, ouvindo os lamentos de Fifica, entendeu o que ocorrera.
Pôs a funcionar o olfato.
Não demorou muito, e Mimi trouxe Ploc preso pela cauda, no auge da agonia.
Quando o aquário estava de novo no lugar, eis que Mimi se aproximou e, dialogando com Ploc, lembrou:
- Por muito grande seja o nosso orgulho, Peixinho, basta nos falte o ar e imediatamente caem por terra a nossa beleza e o nosso orgulho, enterrados sob o nosso desespero.
Ploc, arrependido, fez que sim com a cabeça.
A partir daquele dia, embora continuasse a ser um Peixinho Azul e muito gracioso em seu porte, Ploc tornou-se mais simples e humilde. Compreendeu que, mesmo que enchamos a cabeça de caraminholas, se nos faltar o ar, poderemos deixar este mundo.

Atividades: 
Perguntar as crianças sobre o que elas entenderam da história.
-Quais eram as personagens?
-Como era Ploc?
-O que Mimi aconcelhava a Ploc?
-O que aconteceu com Ploc?
- Qual a lição que Ploc aprendeu?
                               Pintar a ilustração acima!



A primavera da lagarta

Contar a história:
A primavera da lagarta: Ruth Rocha
Utilizar figuras das personagens e um painel. Ex:





















_Grande comício na floresta! Bem no meio da clareira, debaixo da bananeira!
 Dona formiga convocou a reunião. _Isso não pode continuar!
_Não pode não! Apoiava o camaleão.
_É um desaforo. A formiga gritava. _É um desaforo!
_É mesmo. O camaleão concordava.
A joaninha que vinha chegando naquele instante perguntava: Qual é o desaforo, hein?
_É um desaforo o que a lagarta faz!
_Come tudo o que é folha! Reclamava o Louva-a-deus.
_Não há comida que chegue!
A lagartixa não concordava: _Por isso não que as senhoras formigas também comem.
_È isso mesmo! Apoiou o camaleão que vivia mudando de opinião.
_É muito diferente, depois a lagarta é uma grande preguiçosa, vive lagarteando por aí.
_Vai ver que a lagartixa é parente da lagarta. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
_Parente não! Falou a lagartixa. _É só uma coincidência de nome!
_Então não se meta!
_Abaixo a lagarta! Disse o gafanhoto. _Vamos acabar com ela!
_Vamos sim! Gritou a libélula. Ela é muito feia!
O Senhor Caracol ainda quis fazer um discurso: _É, minhas senhoras e meus senhores, como é para o bem geral e para a felicidade nacional, em meu nome e em nome de todo mundo interessado, como diria o conselheiro Furtado, quero deixar consignado que está tudo errado. Mas como o caracol era muito enrolado, ninguém prestava atenção no coitado.
Já estavam todos se preparando para caçar a lagarta.
_Abaixo a feiúra! Gritava aranha como se ela fosse muito bonita.
_Morra comilona! Exclamava o Louva-a-deus como se ele não fosse comilão também.
_Vamos acabar com a preguiçosa! Berrava a cigarra esquecendo a sua fama de boa vida.
E lá se foram eles, cantando e marchando:
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
Mas, a primavera havia chegado, por toda a parte havia flores na floresta, até parecia festa. Os passarinhos cantavam e as borboletas, quantas borboletas de todas as cores, de todos os tamanhos borboletearam pela mata. E os caçadores procuravam pela lagarta:
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
E perguntavam para as borboletas que passavam:
_Vocês viram a lagarta que morava na amoreira? Aquela preguiçosa, comilona, horrorosa.
As borboletas riam, riam, iam passando e nem respondiam. Até que veio chegando uma linda borboleta.
_Estão procurando a lagarta da amoreira?
_Estamos sim. Aquela horrorosa, comilona.
E a borboleta bateu as asas e falou:
_Pois, sou eu.
_Não é possível! Não pode ser verdade! Você é linda!
E a borboleta sorrindo explicou:
_Toda lagarta tem seu dia de borboleta, é só esperar pela primavera.
_Não é possível, só acredito vendo!
_Venha ver! Isso acontece com todas as lagartas. Eu tenho uma irmã que está acabando de virar borboleta.
Todos correram para ver. E ficaram quietinhos espiando. E a lagarta foi se transformando, se transformando até que de dentro do casulo nasceu uma borboleta.
Os inimigos da lagarta ficaram admirados
_É um milagre!
_Bem que eu falei. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
E a borboleta falou: _É preciso ter paciência com as lagartas se quisermos conhecer as borboletas


Atividade: 
Desenhar uma linda borboleta!!!

A conchinha falante

Contar a seguinte história:

A conchinha falante

"De Robson dias: “A conchinha falante” Pelo espírito Vovó Amália, pela Editora FEB. Livro da série “As Histórias que a Vovó gosta de contar...”


Em um lugar á beira­ mar, denominado Praia das conchinhas,os bichinhos da floresta gostavam

de passear, observando a linda paisagem e, principalmente, as conchas coloridas deixadas na

areia, numa enorme variedade de tamanhos e formatos que encantava a todos.

À tarde, Emeus um jovem macaquinho ia lá e pegava todas as conchinhas que conseguia.

Escolhia as mais bonitas e as colocava em uma cestinha, feita de cipó, para levar para casa.

Certo dia, viu uma linda conchinha perto de uma pedra.

Quando se aproximou, ouviu uma voz: — Olá... como vai você?

Tomou o maior susto e deu um salto para trás.

— Quem está aí? – perguntou intrigado.

Chegando mais perto da conchinha percebeu que havia um bichinho dentro dela, lhe dando um

lindo sorriso disse:

— Olá amiguinho! Eu me chamo Aluminosa, e você?

— Eu me chamo Emeus! – respondeu ainda meio assustado...

— Muito prazer, Emeus. O que você faz aqui?

— Eu pego estas conchas e as levo para casa.

 Ela olhou dentro da cestinha e viu um monte de conchas.

— Emeus, para que você precisa de tanta casinha assim?

— Casinha? Onde?

 — Sim; o que você tem aí na sua cesta podem ser casinhas que eu e meus familiares usamos. Sem 

elas morreríamos na boca de algum peixão guloso. E o que faz com elas?

— Nada! Só pego porque é bonito e quero ter para mim...

Aluminosa, que era muito esperta, percebeu que Emeus sofria de um mal muito grave que

chamava egoísmo. Ele recolhia as conchinhas sem cuidado, sem prestar atenção. Não verificava

se a ostra ainda viva, habitava a casinha que ele colecionava. Pensou... pensou... e perguntou:



— Amiguinho, você acha seu pelo bonito?

— Sim, eu acho lindo! – respondeu com um salto.

— Eu também. Imagine se eu resolvesse arrancar todo ele e levar para minha casa. Você

sentiria muito frio, não é mesmo? Isso é um mal que eu não desejo a você. Levando conchas

para casa, com ostras vivas dentro, muitas iguais a mim morrerão, o que é um mal ainda

maior...

Emeus ficou um pouco envergonhado mas, maroto como era, mudou logo de assunto:

— Você quer conhecer minha casa? Tenho um quarto cheio de brinquedos.

— Com o maior prazer! – respondeu Aluminosa dando um lindo sorriso. 

O macaquinho, não querendo dar o braço a torcer resmungou:

— Também, não iam caber mesmo todas estas conchas e você na minha cesta. Vamos, então.

Emeus colocou Aluminosa na sua cestinha e foi correndo para casa. Chegando lá foi direto para o

seu quarto de brinquedos.Tirou Aluminosa da cesta e ela ficou maravilhada!

— Puxa! Que quarto lindo você tem!

 — Todos esses brinquedinhos são meus! – e pulava de um lado para o outro jogando tudo para cima.  
Ficaram os dois ali, Emeus fazendo algazarra, quando Aluminosa, que estava perto da janela, viu 

outros macaquinhos que pareciam estar tristes. Ela ficou observando...observando... e perguntou:

— Emeus, você conhece aqueles macaquinhos?

— Quais? – correu até a janela para ver... — Hummm... – fez uma cara feia – são meus

vizinhos! Eles vieram aqui pedir que eu lhes emprestasse alguns de meus brinquedos e eu não

emprestei.

 — Eles estão tão tristes! – falou, também, Aluminosa com tristeza.

— Mas eu é que não vou emprestar nadinha para eles, eu não! 

Aluminosa pensou: — O mal é mais sério do que eu havia imaginado. Como farei para auxiliá-­lo? 

Percebeu que lá fora alguém cuidava das plantas. Dirigiu­-se ao macaquinho e perguntou:



— Emeus, quem é aquela senhora que trata com carinho das plantas?

— É minha mãe.

 — O que ela faz? 

— Está regando as plantas, porquê?

Aluminosa ficou quieta por um tempo, olhando e pensando...Tornou a perguntar: ­ Por que sua

mãe rega as plantas?

 — Ora, amiguinha! – respondeu com superioridade – você não sabe que se não regar as plantas elas 

irão morrer?

Vendo que o nosso amiguinho estava atento, não demorou para passar a lição: — Assim

também são as nossas amizades, Emeus, se você não as regar com carinho e atenção elas irão

murchar, como a planta que ficou lá, maltratada e sem água. Sua mãe oferece o que ela possui

de melhor para as plantinhas. Elas também lhe respondem com o melhor, enfeitando,

perfumando e alimentando a todos. Você deve fazer assim também com os seus amiguinhos.

— Mas se eu emprestar meus brinquedos para eles, o que ganho em troca?

 — Eles ficarão felizes. 

— Serão meus amigos? 

— Não, você não entendeu.Chegou o rostinho mais próximo ao dele e disse: — Você não pode 

comprar o amor e a amizade com seus brinquedos. Você fica feliz com seus brinquedos e os vizinhos 

ficarão também. Se vierem a ser seus amigos por causa disso, ou não, é outra história. O certo é que 

se você fizer alguém feliz, você se sentirá muito feliz também, pode apostar. Independentemente 

dele gostar ou não de você,entendeu?

— Bem, se eles não gostarem de mim, que vantagem levo nisso?

 — Observe a sua mamãe... Às vezes, ela rega as plantas, faz tudo direitinho e mesmo assim algumas 

delas morrem,certo?

 — É verdade... 

— E nem por isso ela deixa de regar todas e está sempre feliz porque fez a sua parte.

Assim também é com a amizade. Se você fizer tudo direitinho, fizer a sua parte e mesmo assim

receber ingratidão, faça igual à sua mãe,continue oferecendo seu amor e atenção. Sabe por que

ela faz isso?

 — Não, por quê?

 — Porque ela tem a certeza de que o pezinho doente irá florir novamente e, se isso não acontecer, 

nascerá um muito mais bonito no lugar.

— Estou entendendo o que você está falando, mas, não vejo vantagem alguma... Nesse

momento ele olhou para sua amiguinha e viu que ela estava meio diferente. — Aluminosa, o que

está acontecendo com você? 

— Bem, meu amigo, agora é hora de você colocar em prática tudo o que ouviu hoje. 

— Como assim? — perguntou meio perturbado... 

— Eu fiquei muito tempo longe do mar e não estou muito bem.

 — Você está passando mal?

 — Sim, e você deve me levar de volta, o mais rápido possível, senão acabarei morrendo.

— Entendo. Pegou rapidamente a amiguinha, e, então... — Espere um pouco! Pensou, e,

percebendo o que estava acontecendo, começou a chorar: Você não pode ir! É minha! Descobri

você! É minha melhor amiguinha! Que farei sozinho?

 — Emeus, preste atenção. Acabou de dizer que sou sua, porque me achou. Mas se me mantiver 

aqui, vou morrer. E agora?

 — Tudo o que temos, nossos amigos, brinquedos, nos alegram e enriquecem a vida, mas, em 

verdade, não nos pertencem. Dentre as conchinhas que você acumulou todo esse tempo, e ficaram 

jogadas em seu quarto, sem serventia, muitas continham ostras vivas que vieram a morrer, por sua 

falta de responsabilidade e egoísmo. — Observe seu comportamento. Onde você chega, deseja tudo; 

que vê, quer levar para casa! Essa vontade de TER o acompanha em todos os lugares: na praia,

no quarto, com seus amigos... Deseja ser rico, mas sente ­-se sempre pobre. Então quer mais e

mais e mais. Relacionando-­se dessa maneira com o mundo, será sempre infeliz, feio diante das

pessoas e sempre insatisfeito. — Você tem em suas mãos a decisão sobre minha vida ou minha

morte, mas a minha presença junto a você não é mais permitida. Tentou dar um sorriso, mas já

estava desfalecendo. Já não conseguia falar e começou a fechar lentamente os olhinhos. Percebendo 

que a situação estava crítica, Emeus pegou ­-a e saiu correndo em direção à praia. Chegando lá, 

arremessou-­a longe e ficou olhando, para ver se havia chegado a tempo de salvar sua amiguinha. 

Queria vê-­la reanimada e feliz. Ficou ali, esperando por alguns instantes, até que ouviu um grito: — 

Emeus... Emeus! Era Aluminosa, no meio de uma onda, acenando para ele.Quando a viu, sentiu uma 

alegria tão grande, que pulava... e pulava...Aluminosa percebeu o que acontecia. Observou que a 

alegria de Emeus era real; ele estava feliz porque a havia salvado. Vencera, afinal, o 

egoísmo! Extremamente feliz, também, Aluminosa falou ­lhe: — Você me fez feliz! Agora minha 

felicidade lhe pertence! Quando alegramos um coração, criamos vida a nosso redor e nos sentimos 

repletos de amor, único sentimento que alegrará nossa alma. Volte para sua casa, amiguinho Emeus,e 

faça sempre o melhor que puder em favor de todos.O macaquinho despediu-­se da amiga. Não podia 

conter sua imensa alegria! Saiu pulando e cantarolando, pois nunca havia se sentido tão rico em toda 

a sua vida"
(Esta história também pode ser assistida nesse link: A conchinha falante)

Sugestão de atividades:
Fazer um convite ou cartão de amizade em formato de conchinha para um amigo. Exemplo: