16.7.15

O castelo

¨Limpai primeiro o interior do copo e do prato para que também o exterior fique limpo¨.
Hoje vou contar uma história muito bonita. É a história de um menino que adorava desenhar, principalmente castelos. Seu nome era Alex. A história se chama: O castelo de Dora S. Volk.


Alex gostava muito de desenhar castelos com torres altas, janelas e jardins.
Certa noite sonhou que caminhava por uma linda estradinha com árvores, flores e pedrinhas coloridas.
Andou um pouco e viu mais á frente um lindo castelo.
Ficou encantado!
O castelo era rodeado por uma cerca viva com flores de diversas cores. Alex viu por entre a cerca o jardim, onde crianças brincavam, liam e conversavam.


Alex quis entrar mas, por mais que procurasse, não conseguiu encontrar o portão.
Chamou, chamou, mas ninguém ouviu.
Acordou muito chateado. Até a professora na escola quis saber porque ele estava no mundo da lua. Ele respondeu no pensamento: " No mundo da lua não, do castelo!"
Algumas noites se passaram e ele sonhou novamente com o castelo. Mas desta vez, no final da estrada estava um portão em forma de coração. Nele tinha uma placa escrito:

"A Chave deste portão está dentro do seu coração"


Alex procurou a chave no peito mas não encontrou. Procurou ao redor mas não achou.
Acordou, e aquilo que estava escrito no portão não saia do seu pensamento. O que aquelas palavras queriam dizer?
Outro dia Alex sonhou novamente e pensou: "Será que desta vez a chave estará no portão?" Ele queria entrar lá de qualquer jeito!
Quando chegou novamente no portão  procurou pela chave mas não encontrou.
Olhou novamente a placa e as palavras piscavam como luminosos.Nesse momento, como um filme passando em sua mente, lembrou-se de que havia pisado no rabo de um gato, gritado com a mamãe, colocado o pé pro irmãozinho cair, escondido lanche dos colegas, falado mentiras...
Envergonhado, voltou pela estradinha chorando, chorando, chorando...
Assim, ele acordou...
Passou o dia pensando no sonho. Toda vez que ia fazer qualquer coisa errada lembrava-se do portão do castelo.
Á noite, a mãe que havia notado sua tristeza quis saber o motivo. " Aconteceu alguma coisa na escola?"
Alex  contou sobre seu sonho. O castelo  lindo, o jardim com as crianças, o portão trancado, a frase.
-O que faço mamãe? Quero conhecer aquele lugar!
A mãe pensou e perguntou:
- Filho você tem se lembrado de rezar antes de dormir?
- Não, mamãe. Faz tempo que não faço.
-Pois então é bom recomeçar! Vamos rezar juntos e ver o que acontece!
Alex orou: - Meu querido Jesus, quero lhe agradecer pelo dia de hoje e por tudo que tenho. Abençoe o meu lar e a minha família. Ajude-nos a andar sempre no bom caminho. Assim seja. 
Ah, Jesus, me ajude a entrar no castelo dos meus sonhos tá? Prometo ser bonzinho. Obrigado.
A mãe sorrindo deu-lhe um beijo na testa e apagou a luz.
Várias noites se passaram e Alex não sonhou mais com o castelo, mas não deixava de pensar nele...
Começou a mudar seu comportamento, pois sempre se lembrava do portão cada vez que pensava em fazer algo errado.
Passou a sentir-se feliz, parecia que todas as pessoas o amavam, o tratavam bem.
Olhava para a mãe e parecia que ela estava mais alegre. E o irmãozinho com quem sempre brigava, tornara-se seu grande amigo.
O que ele nem desconfiava era que tudo ficara diferente pois ele passara a tratar melhor as pessoas.
Até que certa noite ele sonhou novamente com a estradinha. Foi andando até ver o belo castelo, o jardim florido, o portão e finalmente a placa. Surpresa! Nela estava escrito:

"Alex, seja bem-vindo! Entre!"

Com o coração batendo forte, Alex entrou. Que maravilha! Que jardim! As crianças vieram abraçá-lo, e convidaram-no a brincar. Alex sentia-se leve, podia correr, pular, sem se cansar.
Havia crianças ouvindo histórias, desenhando, cantando, brincando. Depois, Alex ficou sonolento, sonolento... Deitou-se embaixo de uma árvore e dormiu.
-Vamos Alex! Acorde!
Ah! O que foi? Cadê o castelo?
Que castelo Alex? Acorde, vamos, está atrasado para a escola!
-Já? Já é dia?
- Já, meu filho. Acho que seu sonho foi muito bom não?
-Foi mamãe! Consegui entrar no castelo!
Alex beijou a mãe e foi para escola sorrindo e pensando: "quando será que vou ter esse sonho de novo?
Será que entrarei novamente no castelo?"
E em pensamento, ele mesmo responde:
"- A chave do castelo está em meu coração. Vou vigiar meus pensamentos e controlar minhas atitudes para que, quando sonhar com o castelo, eu sempre possa entrar,"
(Adaptação do livro O Castelo)

Dinâmica:
Lavar um copo somente por fora deixando o interior sujo e oferecer água para as crianças.
Elas mesmas chegarão á conclusão da necessidade de lavar o copo interiormente.
Então, questionar:
-como se faz para limpar o interior da alma?
Sugerir:
Fazer um coração com cartolina e toda noite escrever de vermelho suas atitudes ruins e de azuis as boas atitudes.
A própria criança deverá avaliar suas atitudes todos os dias e pensar no que pode melhorar.









9.7.15

Empatia

Perguntar ás crianças se elas já ouviram essas palavras e se elas sabem o que significa.

Simpatia - quando alguém nos agrada sem fazer força. Pensa como a gente, temos os mesmos gostos...

Antipatia - Quando a gente não vai com a cara de uma ou várias pessoas. Que ela, ou elas fazem coisas ou gostam de coisas que a gente não gosta.


Apatia - quando não temos nenhum sentimento pelo outro. Nem bom, nem mau.

E empatia? Você já ouviu essa palavra?


Se colocar no lugar do outro, tentar sentir o que o outro sente e daí tentar ajudar.
 Vou contar um conto para entender melhor esse negócio de empatia:

A mulher e a bolacha

Era uma vez uma moça que estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto. 
Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas. 
Sentou-se numa poltrona, na sala VIP do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um homem. 
Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. 

Apenas pensou : "Mas que cara de pau ! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!!!" 
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou: 
"Ah. O que será que este abusado vai fazer agora?" Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah!!! Aquilo era demais !!! Ela estava bufando de raiva ! Então, ela pegou o seu livro e as suas coisas e se dirigiu ao local de embarque. 
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião olhou dentro da bolsa para pegar uma caneta, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho !!! 
Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a errada era ela sempre tão distraída! Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro da sua bolsa.... 
O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele. 
E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas! 
Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto? 
Antes de concluir, observe melhor! 
Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa! 
Não pense o que não sabe sobre as pessoas. 
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam: 

- a pedra, depois de atirada;
- a palavra, depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida;
- e o tempo, depois de passado". 

Então crianças, o nosso mundo está precisando de mais empatia. É muito fácil julgar o outro, se não nos colocamos no lugar dele. (Perguntar ás crianças se elas já presenciaram alguma  situação que teve ou que poderia ter tido empatia. Comentar). Jesus nos ensinou que devemos amar ao próximo como a nós mesmos. Isso é ou não é empatia?

Alguns vídeos sobre empatia:




Atividade
Fazer um desenho que exemplifique um gesto de empatia






2.7.15

A árvore que aprendeu a ser feliz

A árvore que aprendeu a ser feliz - autora: Dora S. Volk
ilustrações: Sandra M. Volk

(Essa história é ótima inclusive para ser representada, hoje resolvi contá-la e mostrar as ilustrações que são uma gracinha!)

Uma sementinha, carregada pelo vento, caiu no chão de uma floresta.
A terra, ali, era bem fofinha.
Alguns raios de sol iluminavam e aqueciam aquele lugar.

Tudo isso fez com que a sementinha germinasse, surgindo, assim, uma plantinha. A plantinha cresceu bem depressa e logo ficou mais alta que as árvores que lá viviam.
Por isso, ela começou a se achar muito importante e vivia dizendo:
-Vejam como sou alta e forte! Vejo o Sol todos os dia, primeiro que vocês!


-Cuidado, dizia uma das árvores. Se vier uma tempestade, a primeira a ser atingida por um raio será você...
-Imagine só, alta e forte como sou, nada me atingirá! - ela retrucava. Outra árvore, que já havia vivido muitos anos, também dizia: - Não se orgulhe tanto! Se o homem aparecer por aqui com seu machado, é a você que ele verá primeiro!


Acreditando que nada lhe aconteceria, ela pensava: "Ora, elas estão é com inveja da minha beleza!"
Ela não deixava que os pássaros nela pousassem ou fizessem seus ninhos.
Espantava também as borboletas e as abelhas:
-Cho! Cho! - dizia, sacudindo-se. - Saiam! Vocês vão quebrar e sujar meus galhos!


As árvores mais velhas continuavam aconselhando:
-Você precisa ser útil! Os pássaros precisam de seus galhos para fazer seus ninhos e as abelhas, do néctar de suas flores...
Mas ela fingia que não ouvia.
A árvore parecia feliz. Mas, secretamente, sofria, porque as flores que enfeitavam seus galhos na primavera, caiam murchas, sem se transformarem em frutos.
Ela não sabia que, para das frutos, precisava do auxílio dos insetos, que levam o pólen de uma flor a outra.
Certo dia, durante uma tempestade, ela, que era a mais alta, foi atingida por um raio.


Pobre árvore! Quase não restou nada dela!
Parecendo estar morta, sofria por ter perdido sua beleza. Com o passar do tempo, começou a se lembrar dos conselhos dados pelas árvores mais velhas e percebeu que nada fizera de bom em sua vida.
Arrependida, passou a pedir a Deus uma nova oportunidade.
Chegou novamente a época das chuvas, dando nova vida á floresta.

A árvore, mesmo queimada, sentiu que alguma coisa estava acontecendo com ela.
Alguns brotinhos começaram a surgir.
Os brotinhos se desenvolveram, formando lindos galhos.
Feliz, ela agora desejava que os pássaros se aproximassem e dizia:
- Venham! Venham fazer seus ninhos!

Quando chegou a primavera, seus galhos cobriram-se de flores perfumadas, atraindo borboletas, abelhas e beija-flores.
A árvore sentiu-se feliz com a chegada deles.
As flores deram deliciosas frutas vermelhas que alimentavam muitos pássaros da floresta e eles cantavam, felizes, em agradecimento.
Há, agora, muita alegria naquele lugar.
A árvore, modificada, não se cansa de agradecer a Deus porque, sendo útil, encontrou a felicidade.



Dinâmica:
Dividir a turma em grupos, distribuir quebra-cabeças que terão pelo menos um peça trocada entre si.
Fiz com ilustrações em tamanho grande de revistas. Fiz o traço do quebra cabeça, colei em cartolina e recortei. Mas pra quem preferir, segue alguns modelos que podem ser impressos:


Observar: como trabalham em equipe, como se ajudam como turma...
Perguntar: quais foram as dificuldades e o que fizeram para resolver.
Objetivo: mostrar a importância do trabalho em grupo, de se ajudarem. 

Assim como na brincadeira, na vida precisamos da colaboração das pessoas. Em muitos momentos podemos ajudar e sermos ajudados.


Uma música para alegrar! Árvore Feliz!