Allan Kardec ( 3 de Outubro de 1804 a 31 de março de 1869)




Hipolyte Leon Denizard Rivail nasceu em 3 de Outubro de 1804  em Lião, na França. Filho único de João Batista Antônio Rivail (um famoso advogado na França) e Joana Luza Duhamel.

Quando nasceu, o mundo passava por grandes agitações políticas, sociais  e religiosas. As pessoas estavam muito descrentes com tantas guerras e os líderes religiosos estavam mais interessados em Poder. Por isso, desde pequeno mostrou-se interessado em estudar os problemas da vida: Os porquês das coisas, as origens dos seres...


Assim como seus pais, sempre foi um menino estudioso, bondoso, sincero e justo - qualidades que levou por toda a vida.Terminado o ensino primário, aos 12 anos, seus pais resolveram confiá-lo ao mais famoso educador da época e que até hoje é respeitado: Pestalozzi 

Pestalozzi era um homem muito inteligente, de imenso coração, foi o percursor da “escola ativa”, fundou escolas e abrigos para crianças pobres por toda Suíça. Foi  junto desse mestre sábio e bom que o menino Hipólito estudou durante 8 anos em Yverdon-les Bains, Suíça.

Aos vinte anos, o jovem pedagogo, que sofria com a intolerância de protestantes de Yverdon (por ser de origem católica), sonhava com uma reforma espiritual que fizesse desaparecer os ódios religiosos e prevalecesse os ensinamentos do amor de Jesus.

De volta a França continuou a lecionar e fundou o  Instituto Educacional Técnico (juntamente com um tio) onde procurou usar os métodos que aprendera com Pestalozzi. Além de dar aula, continuou os estudos (sabia várias línguas: francês, inglês, holandês, alemão, italiano e espanhol e se formou em Medicina).

Aos vinte e oito anos se casara com Amélia Boudel: professora, poetisa e pintora.
Devido às dívidas contraídas pelo seu tio (viciado em jogo), teve que fechar o instituto e passou a trabalhar dia e noite para manter seus compromissos, mas nunca deixara de lado a caridade: continuou dando aulas grátis aos estudantes pobres.

Em Paris, fenômenos mediúnicos atraíam muita gente: as “mesas girantes”. Como estudioso dos “porquês” desde cedo (ainda jovem também começara os estudos sobre magnetismo), em 1854 (Hipólito  com cinquenta anos) passou a assistir esses fenômenos no intuito de estudar.


Nessas  sessões especiais, em casas de pessoas de índole inquestionável, que surgiu o Livro dos Espíritos. Através  de um Espírito chamado Zéfiro, recebeu a informação que, em outra vida, se chamara Allan Kardec, era druida e esse Zéfiro era seu amigo. Passou assim a ser chamado .

O Livro dos Espíritos foi escrito contendo perguntas e respostas obtidas nessas sessões pelo Espírito da Verdade. Assim, surgiu o Espiritismo. Assim, surgiu a missão de Allan Kardec de divulgar as novas lições trazidas do mundo espiritual. Lições que confortam, explicam e traduzem os ensinamentos do Mestre Jesus Cristo.

Amélia e Allan Kardec

Foram vários anos trabalhando duro na divulgação da Doutrina Espírita. Sofreu perseguição por padres e bispos, mas a todos respondia com o perdão e sempre que necessário explicava os assuntos com dedicação e clareza.

Em 31 de Março de 1869, com 65 anos, seu coração parou de bater. A grande lição que podemos tirar de Allan Kardec é que a verdadeira sabedoria dos ensinamentos de Jesus está na prática: na maneira como vivemos e como lidamos com nosso semelhante.


(Fonte bibliográfica:O livro dos Espíritos -FeB ,A vida de Allan Kardec para crianças -Clóvis Tavares)

Atividade:


A) Cruzadinha de Kardec!

1- Allan Kardec nasceu no país:
2- Seu 1° nome era:
3- Seu professor na Suíça foi:
4- Quando criança queria saber os porquês das:
5- Aos______ anos voltou pra Paris.
6- Além de francês, inglês, holandês, sabia italiano, espanhol e ___________
7- Para alguns estudantes pobres dava aulas:_____________________
8- Sua profissão era:____________________
9- Qual foi a Doutrina que começou a divulgar aos 50 anos?
10- Qual a virtude que ele exemplificou e se tornou lema da Doutrina?

B) Faça um desenho de nossa instituição!


O jardim das amizades


  • O que é amizade?
  • Quem são seus amigos?
  • Como devemos tratar os amigos?


Relembremos de alguns trechos da aulinha Cativar:

"Amizades são feitas de pedacinhos. Pedacinhos de tempo que vivemos com cada pessoa. O tempo que ganhamos com cada amigo que faz cada pessoa tão importante. Porque tempo gasto com amigo, é tempo ganho, aproveitado, vivido.
Uma pessoa se torna importante para nós, e nós para ela, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudade e nesse instante trazer o outro bem pertinho da gente.Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos, um diferente do outro. O importante é saber aproveitar o máximo cada minuto vivido e ter depois, no baú das lembranças, horas para recordar, mesmo quando essas pessoas estiverem longe dos nossos olhos."

O jardim das amizades


Modelo de como poderá ficar a atividade 1 sugerida


Podemos comparar nossa vida com um imenso jardim. Para ver nosso jardim bonito, colorido e perfumado podemos plantar flores de diversos tamanhos e espécies. Consideremos  as flores como sendo os nossos amigos. Se quisermos que nossas flores cresçam bonitas, perfumadas e coloridas devemos cuidar com carinho e amor. Assim como as flores do jardim, nossos amigos também merecem nosso carinho. Devemos aproveitar os momentos com nossos amigos brincando, sorrindo, falando de coisas boas e saudáveis.

Nos jardins, ás vezes surgem ervas que se aproveitam da terra boa e dos cuidados que damos às flores e acabam crescendo e tomando conta do jardim. Na nossa vida também surgem sentimentos ruins que podem atrapalhar nossa amizade: a inveja, a maldade, a maledicência, a tristeza. Assim, se queremos ver nosso jardim da amizade florido, colorido e perfumado, também devemos tirar as ervas daninhas e no lugar colocar nutrientes para deixar nossa amizade cada vez mais forte: carinho, esperança, união, paz, alegria.

Vamos nos tornar os melhores jardineiros que pudermos ser e fazer de nossas vidas os jardins mais floridos, coloridos, perfumados que pudermos ter!!!


 Atividade 1:

A medida que contar a história fazer um jardim da amizade, brincando com as crianças.
  • Precisa de uma lata ou caixa (mais ou menos 20/20 cm) forrada com papelão grosso ou isopor.
  • Fazer flores de e.v.a ou papel cartão presas num palito de pirulito ou espetinho (para fixar no isopor ou papelão).
  • Com papel cartão fazer "ervas-daninhas" escrito: Maldade, Maledicência,Tristeza...
  • Separar saquinhos de plástico, papel ou tecido com confeites ou papel picado escritos: Paz, Alegria, Amor...
  • E um regador de papel cartão escrito Dedicação.
  • Usar o jardim das amizades para enfeitar a salinha de aula!


Atividade 2 :

Também podemos pedir as crianças para desenharem ou colarem flores num papel fazendo seu próprio jardim da amizade, dando nome aos amigos.


Ensinando a pescar

Mais uma lição que recebi por e-mail e resolvi compartilhar com os visitantes do blog. Vale a pena ler, refletir e passar a lição adiante:



Uma pescaria inesquecível



Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.


O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água.


Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada. O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras movendo para trás e para frente.


O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Pouco mais de dez da noite. Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada. Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:


- Você tem que devolvê-lo, filho!
- Mas, papai, reclamou o menino.
- Vai aparecer outro, insistiu o pai.
- Não tão grande quanto este, choramingou a criança.


O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável.


Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu. Naquele momento, o menino teve certeza de que jamais pegaria um peixe tão grande quanto aquele.


Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido.
O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais.
Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite. 

Porém, sempre vê o mesmo peixe todas as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de CERTO E ERRADOAgir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando. 

Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À ÁGUA.
A boa educação é como uma moeda de ouro: TEM VALOR EM TODA PARTE.
Que nosso senhor Jesus nos cubra com sua luz divina e nos encha de paz e amor.
Carla Fabiane
(Blog: Fórum Espírita)



Viva Vida Comunidade atividade física


Queridos amigos!
Domingo, foi realizado na instituição mais um Viva Vida Comunidade.
Foi um grande sucesso, organizado pela Maria Ângela e Família mais a Patrícia (evangelizadora).
O professor de karate, Carlos Augusto, palestrou sobre a importância da atividade física diariamente em nossa vida. Também ministrou uma aula de alongamento para o público presente.
Mariza, Neto, César, José Elias e família colaboraram para a bom andamento do evento.
O público estimado foi de  60 a 70 participantes entre crianças e adultos.
O número de participantes vem aumentando a cada evento, precisamos de mais voluntários para os próximos eventos do Viva Vida Comunidade.
Abraços!
Caio Márcio
 (presidente do Viva Vida Kardec)

A árvore preciosa

Jesus, reunido com seus amigos, explicou que para termos um mundo de paz precisamos nos unir.Um senhor que ouvia sua mensagem pediu um exemplo. Então, Jesus contou a seguinte história:




Era um tempo em que os homens estavam sofrendo muito com guerras, misérias, doenças. Deus, como bom Pai que é, lhes enviou um anjo mensageiro que carregava consigo sublimes sementes da árvore da Felicidade e da Paz.

O anjo, já na Terra, convidou os homens para se reunirem em festa pois ele lhes entregaria o presente de Deus.

Então ele lhes explicou que aquelas sementes produziriam flores de luz e frutos de ouro no futuro que apagaria todo o sofrimento deles! Mas para isso, era preciso cuidados especiais para fortalecê-las.Quando elas brotassem iam precisar da ajuda de todos nos cuidados especiais com dedicação e vigilância.
Precisariam de terra fértil, uma irrigação controlada, adubos específicos, proteção constante contra os insetos daninhos e muitos outros cuidados.

Porém, a planta era tão preciosa que, bastava uma única árvore vingar para que a paz e a felicidade reinasse para toda a comunidade!

Ela cresceria tanto que sua copa sombrearia todas as casas, seu perfume se alastraria por toda a Terra harmonizando o ambiente e seus frutos matariam a fome de todo o mundo!
Então o anjo distribuiu sementes a todos, recebendo a promessa de que assim o fariam.Cada um foi para casa pensando em ter só pra si uma árvore que produzisse flores de luz e frutos de ouro.
Assim, cada um plantou, escondido suas sementes no seu quintal gananciosos por toda a riqueza que terá no futuro. Mas, a árvore precisaria da ajuda de todos pra crescer...
As sementes, por serem divinas, brotaram porém: alguns cultivadores tinham água, mas não possuíam o adubo especial; outros tinham adubo, mas não tinham água suficiente. Quem tinha remédio para acabar com as pragas, não tinha terra boa. Quem possuía um solo fértil, não tinha tempo para cuidar das plantas.
Então fizeram o contrário do que prometeram! Começaram a lutar entre si para se ter aquilo que o outro tinha e ele não tinha, matando-se uns aos outros.
E nenhuma árvore vingou! Bastava uma para se resolver o problema de todos, mas por pensarem egoisticamente, nem mesmo uma única árvore conseguiu sobreviver.

Depois de contada a história, Jesus deu um tempo para seus amigos pensarem na lição. Em seguida concluiu:

Esse é o símbolo das guerras dos homens em torno da felicidade: Deus deu para cada filho seu um talento diferente, para aprenderem a desfrutar desses dons com entendimento e harmonia.
Ao invés de se unirem e aproveitarem todos juntos das qualidades desses dons, cada um vive pensando só em si: querendo vencer não para ajudar o outro, mas para humilhá-lo.
Quando a verdadeira união se fizer, em busca do bem de todos, então a Terra será como a árvore preciosa: com flores de Luz e frutos de Ouro.
(adaptado do livro: Jesus no Lar  - pelo espírito de Neio Lúcio, psicografado por Chico Xavier)

Atividade

conversar com as crianças sobre o entendimento da história e concluir com cada um desenhando como seria a árvore preciosa.


A internet e o jovem

Este texto recebi por e-mail e, devido a importância do tema, resolvi postá-lo para que repensemos as nossas atitudes diante de nossos jovens - pais, professores, educadores, profissionais que lidam com jovens.

        Internet, infância e juventude



Muitas invenções e descobertas do ser humano modificaram a sua vida cotidiana de forma irreversível. A lâmpada elétrica, o avião, a propulsão a vapor, a pílula anticoncepcional..., somente para apresentar as mais relevantes no campo da tecnologia.

A última década inseriu com grande capilaridade em nossas vidas uma outra descoberta -a Internet- que, pela sua capacidade de vencer distâncias e a interação entre os componentes dessa rede, trouxe mudanças significativas em nossos hábitos, em especial das crianças e jovens atuais, que cresceram à luz deste mundo multi-conectado.



Para além da questão da habilidade em operá-la, onde jovens e crianças manuseiam os computadores com destreza e naturalidade, a Internet mexeu diretamente com o contato destes com o mundo, sendo esta uma relação mediada. 



Conversam os nossos jovens com seus amigos por meio de teclados, monitores e programas. Os encontros, as brigas, o lazer, tudo se faz por intermédio da máquina, em jornadas de horas a fio, em dias e madrugadas, conversando, navegando e interagindo.

Além da mediação, a Internet cria no jovem e na criança o hábito de realizar várias coisas ao mesmo tempo, a similitude do ambiente multitarefa dos computadores, com múltiplas janelas abertas, disputando a atenção dos sentidos sobre-excitados, entre sons e imagens.

Por fim, a Internet traz ao jovem e à criança uma lógica programática, de seguir um rumo pré-determinado pelos sistemas atingindo os níveis pelo seu esforço e dedicação e pouco pela sua criatividade, no perigoso "efeito RESET", onde, não gostou, reinicia tudo. O amigo máquina pode servir de substituto do convívio, do abraço e do "bom-dia". O jovem vê tudo pela lente, escravo daquela forma de se relacionar com o mundo, como uma muleta para ser ele mesmo. 



Essa vivência mediatizada pela máquina esconde o jovem dos outros, dos seus próximos, em máscaras de "nickname". As ações múltiplas que trazem movimento, ao mesmo tempo impingem pouca profundidade nas relações. A visão programática favorece o individualismo, a competitividade e o desapego. Pequenos exemplos de pontos negativos na personalidade e que necessitam ser trabalhados, entendendo a Internet como algo irreversível, que trouxe avanços, mas como tudo, demanda cuidados.

Entretanto, como tudo na vida, a Internet guarda em si grandes possibilidades, latentes, que precisam ser exploradas. As construções colaborativas (WIKI), as possibilidades de pesquisa e, ainda, a imensa capacidade de mobilização da rede, agindo no mundo virtual para operar mudanças no mundo real são exemplos dessa atuação que enriquece. A Internet, bem dosada, é ferramenta de desenvolvimento e de amadurecimento da infância e da juventude, para as construções do reino de Deus sobre a Terra.

Como realidade inconteste e sem volta, cabe a nós, no movimento espírita, que labutamos na seara infanto-juvenil, propiciar a orientação adequada ao uso dessa potencialidade, incentivando nessa rede as opções de crescimento, de troca de material, de divulgação de artigos, de reencontro dos amigos, de debates virtuais, blogs, coberturas online, campanhas fraternas e uma gama de boas práticas que mostram que usar essa rede é muito mais que isolar-se no seu mundinho em jogos e movimentos superficiais.



Não adianta torcer o nariz para essa inovação tecnológica que diariamente bate à porta de nossas residências. Importa enxergar nesse instrumento um caminho de fraternidade e de união entre os Espíritos encarnados, na realização do grande sonho da comunicação global, do respeito às diferenças e na construção da almejada fraternidade universal entre os povos, que depende muito mais de nossa transformação moral do que de equipamentos eletrônicos.



Faz-se necessário incluir a Internet em nossas aulas, atividades e discussões com os jovens, aproveitando essa dádiva. Negá-la é isolar-se do mundo dos jovens e das crianças, afastando-os da mesma forma.

         Marcus Vinicius de Azevedo Braga


Fonte: Fórum Espírita

Terra:a caminho do Mundo de Regeneração

A Terra é um mundo de Regeneração?


É de consenso comum acreditarmos que estamos a caminho de um mundo de regeneração. Segundo publicações espíritas essa afirmação é fato. A revista Reformador teve uma publicação inteira dedicada ao tema: Tempos Novos (ano 125/janeiro de 2007). Segue o editorial da revista (em suma), onde já se entende o porquê da constatação de que estamos no período de transição de Mundo de Provas e Expiações para Mundo de Regeneração:

Novos desafios

“Quando os bons deixarem de ser tímidos e praticarem a bondade no limite de suas possibilidades, serão mais fortes que os maus e preponderarão”.

                (...)Estamos vivendo uma fase de transição da humanidade. O Mundo de Expiações e Provas, que tem caracterizado o nível de evolução moral do nosso planeta, gradativamente vai ficando para trás com suas manifestações de violência, egoísmo, orgulho, prepotência e maldades.
            Em seu lugar está surgindo o Mundo de Regeneração, que não é um mundo superior ou feliz, mas será um local em que seus habitantes terão a convicção de que são Espíritos Imortais, temporariamente encarnados na Terra, com o objetivo de aprimorarem-se moral e intelectualmente, já interessados, voluntária e conscientemente, em atender á lei do progresso: Lei de Deus, que a todos impulsiona.
            Esse Mundo de Regeneração, todavia, não se apresenta pronto. Será construído, gradativamente, através do adequado comportamento dos seus habitantes, os quais estarão empenhados: em amar seus semelhantes, silenciando os impulsos de cólera e ódio; em ser mais honestos, convencidos de que a desonestidade é nociva especialmente para quem a exercita; em ajudar o próximo em tudo que for necessário,certos de que a solidariedade vivenciada retorna em forma de segurança, paz, harmonia e justiça social; em ser fortes na prática do bem, cientes de que a ausência do bem abre espaço para a presença do mal, com os sofrimentos dele decorrentes.(...)
            A construção desse Mundo de Regeneração já se iniciou.Quanto antes participarmos, individualmente, dessa obra, melhor para nós e para os que nos cercam.
                                                                                                                             (Reformador-n°2134 -Janeiro/2007)

Todos juntos somos fortes!



  
Relembrando as aulinhas recém dadas, comentar que todas elas tinham algo em comum: o amor ao próximo e a Fé em Deus e Jesus:



Contar a seguinte historinha:


O elefante e o passarinho


(Fábula popular)




Numa floresta, viviam muitos animais: elefantes e leões, onças e girafas, coelhos e aves, até pequenos passarinhos...
Todos viviam sua vidas, uns caçando, outros sendo caçados, cada um seguindo sua natureza e seu modo de viver; até o dia, o maldito dia, em que a floresta pegou fogo.

Os animais todos, numa fuga louca, correram do incêndio; os elefantes pularam no rio, onde a água os protegia. Um deles viu um passarinho, pequenino, o menor da floresta, descer no rio, molhar os pés e, com uns pinguinhos de água, voar acima do incêndio sacudindo as gotas acima das brasas. Depois, voltava para o rio para repetir a mesma operação.

O elefante começou a rir e gritou:
-Ei, passarinho! Você acha que assim vai apagar o incêndio?
-De jeito nenhum, respondeu o passarinho. Mas, pelo menos, estou fazendo a minha parte.
E continuou voando do rio para o incêndio, enquanto o elefante, envergonhado, colocou sua tromba dentro da água.

Lição: mesmo que pareça difícil as mudanças para melhorar o mundo, devemos fazer nossa parte e assim, com nosso exemplo, inspirarmos outros a ajudarem.
Por exemplo, se o elefante, tivesse ajudado o passarinho com aquela tromba enorme e chamado os outros elefantes para ajudar, talvez o passarinho tivesse conseguido, não?


Atividade:



  1. Cada criança dará um final á história.
  2. O passarinho acabou com o incêndio? Como?
  3. E os outros animais o que fizeram?
  4. As pessoas apareceram pra ajudar?

As histórias poderão ser escritas, desenhadas ou em quadrinhos.


Ensinar a música: Todos Juntos (Saltimbancos)



Uma gata o que é que tem?
-As unhas!
E a galinha o que é que tem?
-O bico!
Dito assim parece até ridículo
um bichinho se assanhar

E o jumento o que é que tem?
-As patas.
E o cachorro o que é que tem?
-Os dentes.
Ponha tudo junto e de repente
Vamos ver o que é que dá

Junte um bico com dez unhas
quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada a temer

-Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

Uma gata o que é que é?
-Esperta!
E o jumento o que é que é?
-Paciente!
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar

E o cachorro o que é que é?
-Leal.
E a galinha o que é que é?
-Teimosa.
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá

Esperteza, paciência
Lealdade, teimosia
E mais dia menos dia
A Lei da Selva vai mudar

Todos juntos somos fortes...

Composição:Enriquez, Bardotti, Chico Buarque




Madre Teresa de Calcutá


Madre Teresa de Calcutá: a mãe dos pobres!


Agnes Gontxha Bohaxhiu era o verdadeiro nome de Madre Teresa de Calcutá. Nasceu em 26 de agosto de 1910 na Albânia. Filha de um próspero comerciante, mãe e dois irmãos de família muito religiosa.

Desde moça ingressou na vida religiosa (Congregação Mariana). Através de cartas escritas por missionários jesuítas da Índia, tomou conhecimento de como vivia o povo indiano: miséria material e espiritual. Então sentiu o desejo de unir-se a eles.

Apesar de perder seu pai muito jovem, sempre teve o amparo da mãe que, apesar de toda dificuldade, conseguiu educar os três filhos dando uma exemplar educação humana, além dos ensinamentos de Jesus.

Em 1931 recebeu o nome de Teresa (homenagem à santa Teresinha do menino Jesus). Passou a dar aula no colégio de Santa Maria, da Congregação de Nossa Senhora de Loreto, em Calcutá, onde permaneceu por muitos anos. Todas gostavam muito dela: além de ser ótima professora tinha muito amor e muita dedicação a tudo que fazia.

Durante uma viagem de trem que fazia em 10 de setembro de 1946, quando ia ao Himalaia para se tratar de uma tuberculose e aproveitar para fazer um retiro espiritual, recebeu uma inspiração diante do estado precário de miséria e falta de higiene as quais viajam todos ali:
 "Naquele trem, com os meus trinta e seis anos, percebi no meu interior um chamado para que renunciasse a tudo e seguisse a Cristo nos subúrbios, servindo-Lhe através dos mais pobres dos pobres. Foi quando compreendi que Deus desejava isso de mim..." (Madre Teresa de Calcutá)
Assim, Teresa já não conseguia mais se omitir diante da desesperadora situação a que todos os pobres e excluídos de Calcutá eram submetidos. A partir de então começou a se questionar como poderia ajudá-los.

Ao voltar a Calcutá, procurou a Igreja e expôr sua vontade de dedicar-se exclusivamente aquele povo. A pedido da Igreja aguardou um ano pois se tratava de uma decisão muito séria.
Enquanto esperava, voltou a dar aulas.

Após autorização dada pelo Papa Piu XII desligou-se da Congregação das Irmãs de Loreto para dedicar-se exclusivamente ao amor ao próximo.
No principio passou muitas dificuldades em Calcutá, pois o pouco dinheiro que lhe restava deu aos pobres.

O primeiro passo de madre Teresa foi fazer um curso de enfermagem onde aprendeu a administrar medicamentos  e a cuidar de doentes, para cumprir sua missão.


"A pobreza não foi criada por Deus. Nós é que a causamos – você e eu – devido ao nosso egoísmo" (Madre Teresa de Calcutá)

Como nosso Deus é Pai, Ele logo a recompensou e a amparou, de maneira que, aos poucos tudo foi sendo providenciado: abrigo, donativos, pessoas  para a auxiliarem...

Nada a fez desistir, nem a falta de segurança, ou as muitas dificuldades pelas quais estava passando, pois tinha a maior de todas as certezas: O AMOR! Sabia que o amor poderia, de fato, mover montanhas, salvar vidas e resgatar almas! Tudo porque acreditava realmente em seu chamado:

"Não! Não voltarei atrás. A minha comunidade são os pobres. A sua segurança é a minha. A sua saúde é a minha. A minha casa é a casa dos pobres. A sua segurança é a minha. A sua saúde é a minha. A minha casa é a casa dos pobres; não apenas dos pobres, mas dos mais pobres dos pobres. Daqueles de quem as pessoas já não querem aproximar-se com medo de contágio e da porcaria, porque estão cobertos de micróbios e vermes. Daqueles que não vão rezar, porque não podem sair nus de casa. Daqueles que já não comem, porque não têm forças para comer. Daqueles que se deixam cair pelas ruas, conscientes de que vão morrer, e ao lado dos quais os vivos passam sem lhes prestar atenção. Daqueles que já não choram, porque se lhes esgotaram as lágrimas." (Madre Teresa de Calcutá)

Senhor Michael Gomes, um grande amigo que a auxiliou por toda a vida providenciou o primeiro alojamento; e as primeiras vocacionadas a unir-se à Madre Teresa, foram algumas de suas ex-alunas.

Ainda no ano de 1949 começou a dar aulas para um grupo de cinco crianças, num bairro muito humilde. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo, e depois de apenas dez dias já eram cerca de cinqüenta crianças. Ensinava-lhes além do abecedário, noções de higiene (sendo que muitas vezes iniciava a aula lavando as faces de seus alunos) e conceitos de moral também. 


Tendo abandonado o hábito da Congregação de Loreto, nessa nova etapa a Irmã Teresa adotou um sari branco, com faixas azuis, em homenagem à Virgem Maria. Assim, ela começara a levar aos necessitados - mais do que quaisquer donativos - ela levava-lhes amor, carinho e respeito, revelando-lhes Jesus através de gestos, palavras e obras concretas.


Em pouco tempo, ela tornou-se muito conhecida, respeitada e amada por todos. Por onde quer que ela passasse, pessoas doentes, famintas, deficientes e desesperadas, gritavam por ela, vendo nela a esperança, que lhes fora roubada.

A miséria e a doença atingiam todas as faixas etárias, em diversas situações. Assim, Madre Teresa foi abrindo uma casa para cada caso específico: mulheres grávidas, moribundos, doentes, crianças abandonadas, aidéticos, etc.:

Casa da Esperança: (1952) As Missionárias da Caridade inauguraram o lar infantil.
Casa do Moribundo: Ao ver tantos moribundos agonizando pelas ruas, sem que ninguém prestasse atenção, madre Teresa pediu às autoridades que lhe desse um local para que pudesse socorrê-los. E conseguiu.
A partir daí, esta congregação passa a ser conhecida por toda a Índia e a seguir por todo o Mundo.
Em 15 de outubro de 1979, recebeu o prêmio Nobel da Paz, tornando-se mundialmente conhecida e admirada.
Em 5 de Setembro de 1997 sua missão chega ao fim, mas sua obra continua crescendo: em 2003 já haviam mais de 700 casas, em mais de 100 países!


Poema da Paz

O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? O medo
O erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais
O mistério maior? A morte
O pior defeito? O mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
O sentimento pior? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? O lar
A estrada mais rápida? O caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
O resguardo mais eficaz? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas?O amor


Madre Teresa de Calcutá
 

São Francisco de Assis

Dedicaremos um espaço para falarmos de algumas personalidades que nos exemplificam com a suas vidas o verdadeiro significado de "amar ao próximo". Começaremos com:


Quem foi Francisco de Assis?


Francisco nasceu em 1181 em Assis, na Itália.
Filho de um rico comerciante de tecidos, passou boa parte de sua juventude aproveitando tudo que a riqueza do seu pai lhe dava: ia para as festas sem se preocupar com nada...



Aos vinte anos alistou-se no  exército onde começou a combater pelo Papa. Um dia sonhou: "trabalhe para o patrão e não para o servo". Não chegou a lutar, mas durante esse tempo começou a se sensibilizar com o sofrimento do ser humano.

De volta a sua cidade, começou a se dedicar aos doentes e pobres. Um dia, enquanto rezava, teve uma visão de Jesus lhe dizendo "Francisco, restaura minha casa decadente!".

Pensando que ele queria dizer para restaurar a igreja da cidade que estava em ruínas recorreu ao pai para ajudar. Diante da negativa de seu pai, Francisco resolveu vender toda a sua mercadoria e com o dinheiro obtido, restaurou a igrejinha. Seu pai, indignado, deserdou-o.

A partir daí, Francisco renunciou a todos os bens materiais e deu origem a vida religiosa.
Francisco, junto de onze companheiros, tornaram-se pregadores, levando Cristo ao povo com simplicidade e humildade. Seu trabalho envolveu toda a Itália.

Francisco morreu em 1226 (aos 45 anos), com malária, quase cego, sentindo na pele as dores das chagas de Cristo, pois apareceu em seu corpo feridas semelhantes às feridas que Cristo teve ao ser crucificado (estigmas) .

Curiosidades:

  • Como ele amava intensamente a natureza e os animais é considerado protetor dos animais.
  • Seu nome era Giovanni di Pietro di Bernadone. Como seu pai era um comerciante muito conhecido e admirador da França, as pessoas apelidaram seu filho de Francesco (francês).
  • Depois que seu pai o deserdou, ele devolveu tudo o que lhe pertencia, inclusive sua roupa do corpo. Passou a vestir-se de túnica e sandálias doadas por pessoas que se sensibilizaram com sua nova vida.
  • Clara que também era filha de um nobre, passou a segui-lo e tornou-se sua fiel amiga, após assistir uma pregação de Francisco. Com ela criou a Ordem das Damas Pobres, ou Clarissas.
  • A Oração de São Francisco (Oração da Paz) na verdade é uma oração de autoria anônima, que passou a ter seu nome por refletir bem tudo o que ele pregava.
  • Criou o Cântico Irmão Sol que adaptada para o português tornou-se: Doce é sentir.
  • Nossa casa Viva Vida Kardec é assistida, espiritualmente, pela Legião de São Francisco.


Doce É Sentir

Doce é sentir em meu coração
Humildemente vai nascendo o amor.
Doce é saber não estou sozinho
Sou uma parte de uma imensa vida.
Que generosa reluz em torno a mim
Imenso dom do seu amor sem fim.
O céu nos deste e as estrelas claras
Nosso irmão sol, nossa irmã a lua
Nossa mãe terra com frutos, campos,
Flores, Fogo e o vento, o ar e a água pura
Fonte de vida de tua criatura.
Imenso dom do seu amor sem fim
Imenso dom do seu amor sem fim






Atividade:

Para atividade com as crianças, como Francisco é o patrono dos animais, fizemos uma dobradura de peixinho.


(arquivo pessoal)

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