Felicidade




Quem está feliz?!
Então vamos cantar a música:
Se és feliz!

Se és feliz quero te ver bater as mãos. (2x) 

Se és pra mim poder acreditar 
Se és feliz quero te ver bater as mãos
Se és feliz quero te ver bater os pés. (2x) 
Se és pra mim poder acreditar 
Se és feliz quero te ver bater os pés
Bater as mãos, bater os pés 
Se és feliz pra mim poder acreditar 
Se és feliz quero te ver bater os pés
Se és feliz quero te ver a gargalhar. (2x) 
Se és pra mim poder acreditar 
Se és feliz quero te ver a gargalhar
Bater as mãos, bater os pés, a gargalhar
Se és feliz quero te ver a espirrar. (2x) 
Se és pra mim poder acreditar 
Se és feliz quero te ver bater a espirrar
Bater as mãos, bater os pés, a gargalhar, a espirrar 
Se és feliz pra mim poder acreditar 
Se és feliz quero te ver a espirrar
Se és feliz quero te ver dizer amém. (2x) 
Se és pra mim poder acreditar 
Se és feliz quero te ver dizer amém
Bater as mãos, bater os pés, a gargalhar, a espirrar, dizer amém 
Se és feliz pra mim poder acreditar 
Se és feliz quero te ver dizer amém

Perguntar o que as crianças acham que é a felicidade. Deixar todos darem suas opiniões.
Em seguida ensinar a receita do:

Bolo da felicidade

Ingredientes:
  • 50 gramas de fé,
  • 1 quilo de perdão,
  • 1 litro de paciência,
  • 2 pitadas de pureza nos olhos,
  • 1 dúzia de sinceridade,
  • 1 dose de compreensão,
  • Interruptor na língua,
  • 3 xícaras de serviço útil,
  • 5 colheres de humildade,
  • Simplicidade no estômago,
  • Uso diário em temperatura de boa vontade,
  • Muito amor no coração
Modo de fazer:
Misturar tudo dentro do coração e deixar lá pra sempre que assim com certeza será feliz !

O planeta lilás

Contar a seguinte história:

    O Planeta Lilás - PDF

O Planeta Lilás -resumo

Um bichinho tão pequenininho que não podia ser visto nem com uma lente de aumento.

Ele queria conhecer algo mais do que seu monótono planeta lilás.

Construiu uma nave espacial e saiu numa aventura cheia de surpresas.

Ele acabou descobrindo que, na ânsia de desvendar o Universo, saiu sem olhar para trás, sem saber como era o lugar onde vivia.

E se qualquer um de vocês fosse um bichinho que construísse sua nave e viajasse pelo universo.  

O que será que vocês viriam?

(- mostrar em mapas nossa localização, com auxílio de atlas, globo ou figuras)

Mapa DF


























"Ha muitas moradas na casa de meu Pai" disse Jesus. O que será que ele quis dizer?
Nós também somos tão pequenininhos diante do Universo! Como o bichinho da história!
Nosso Sistema Solar






 
Refletindo:
  • Será que existe vida em outros planetas?
  • Porque acham isso?
  • Um dia poderemos saber? Como?
  • Como seria um mundo ideal?
  • Poderemos, um dia, tornar o nosso mundo ideal? Como?

                Atividade
*Desenhar o mundo ideal para você

Maria vai com as outras

Contar a seguinte história:

 Maria vai com as outras 

de Sílvia Orthof

Era um vez uma ovelha chamada Maria.
Onde as outras ovelhas iam, a Maria também ia...
Se as ovelhas iam para baixo, a Maria também ia para baixo...



Quando as ovelhas iam para cima, a Maria também ia para cima...
A Maria ia sempre com as outras...
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. A Maria também foi.
Ai que lugar tão frio! As ovelhas ficaram todas com gripe.
A Maria ficou com gripe também... Atchim!


A Maria ia sempre com as outras...
Depois, todas as ovelhas foram pro deserto.
A Maria foi também.
Ai que lugar quente! As ovelhas ficaram com insolação.
A Maria ficou com insolação também.


A Maria ia sempre com as outras...
Um dia todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.
A Maria detestava jiló. 
Mas como todas as ovelhas comiam salada de jiló, a Maria comeu também. 
Que horror!
Foi então que Maria pensou: - Mas eu não gosto de jiló... Por que e que eu tenho que comer jiló?
Maria pensou, suspirou...
Mas continuou a fazer o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram pular lá do alto do Corcovado para dentro da lagoa.

Blog usando a cachola

Todas as ovelhas saltaram...
Saltava uma...
Mas não caia na lagoa, caia na pedra, quebrou o pé e chorava Mééééé!
Saltava outra...
Mas não caia na lagoa, caia na pedra, quebrava o pé e chorava 
Mééééé!
E assim quarenta e duas ovelhas saltaram,  quebravam o pé e choravam
Mééééé, Mééééé, Mééééé...
Então chegou a vez de Maria saltar, mas teve medo
Pensou e deu uma requebrada
Entrou num restaurante e comeu uma feijoada!



E agora Maria só vai onde leva seu pé!

Então crianças nada de ser Maria vai com as outras! Saiba onde ir e vá com consciência tranquila!

Projeto Mala de Leitura

Gente, nosso projeto de leitura tá bombando!
Em três meses já foram mais de 100 livros emprestados!!!
Cerca de 35 leitores assíduos!

Essa semana, parabenizamos especialmente os primeiros do ranking com medalhas ( de mentirinha!) e honrarias!
Comemorem conosco essa vitória!!!

Aneliane: 17 livros

Emily: 15 livros


Parabéns crianças lindas!!!

As honrarias foram àqueles que leram mais de 10 livros:
  1. Tifany e Emanuele- 13 livros
  2. Roseane e Igor- 12 livros
  3. João Pedro e Amanda- 10 livros

Parabéns a todas as crianças que estão tomando gosto pelos livros e pela leitura! 
Continuem assim!!!

E para continuarmos incentivando a leitura, sempre que encontrarem um grupo de crianças de-lhes livros!!! 
E que Deus lhe pague!



Campanha infinita: esteja a vontade para doar livros infantis, infanto juvenis,  psicologia,  auto-ajuda, espírita, história, poesias, etc.

Feliz dia professor!

No dia do professor, vamos homenagear um grande professor da doutrina espírita:

Allan Kardec

Seu nome era Hyppolite Rivail.
Menino bom, inteligente, curioso, nascido na França em 3 de outubro de 1804. Gostava de ler e estudar.

Queria entender sobre as coisas do mundo, do universo.
Era tão esforçado que ajudava as outras crianças a aprender.
Gostou tanto dessa tarefa que se tornou professor!

Ensinou muitas disciplinas, além disso ajudou muitos jovens que não tinham condições de pagar os estudos.
Aos 28 anos casou-se com uma mulher bondosa, também professora chamada Amélie Gabrielle.

 Fez uma escola para estudantes carentes - Instituto Rivail.
Mais tarde, com a ajuda dos espíritos evoluídos organizou a doutrina espírita. Escreveu O livro dos espíritos, O livro dos médiuns, O evangelho segundo o espiritismo, O céu e o inferno, A gênese.



Nessa ocasião passou a ser chamado Allan Kardec.
Um homem muito bom, que nos incentivou a estudar, pesquisar, conhecer e a compartilhar, merece nossa homenagem no dia do Professor!


São Francisco de Assis

Usando figuras mostrar a história de Francisco:

" Eu, Francisco, nascido em Assis, uma bela cidadezinha da Itália, a 800 anos.

Meu pai Bernardone, um mercador de tecidos. Seus negócios iam muito bem. "Vai se chamar Francisco, em honra de minha boa esposa que veio da longínqua França. Alegrem-se comigo e participem de nossa felicidade!"

Os meus pais me amavam muito e eu crescia forte e feliz.
Assim tive uma juventude alegre e divertida.
"Francisco, venha se divertir. Beba conosco, o vinho é bom! A nossa saúde!"

Por causa de um ferimento sofrido em uma batalha tive mais tempo para pensar e refletir. Então nasceu em mim um grande descontentamento.

Um dia, aconteceu...
"Observe o estilo, as cores, o desenho. É o verdadeiro fio de flandres - dizia meu pai enquanto vendia um tecido a uma mulher.
Eu tirei toda a vestimenta luxuosa que me cobria. Fiquei apenas com a parte de baixo, feita de um tecido rústico e simples.
"O que faz meu filho? Enlouqueceu???"

Não pai. A partir de hoje, minha vida mudará. Não me interessam nem o comércio nem os lucros que esse trabalho me dá. "Você será mercador pois deve obedecer ao seu pai!"
Antes de tudo, devo obedecer nosso senhor Jesus Cristo que viveu e morreu pobre pela salvação de todos.

Então eu parti. Seguindo a voz de meu coração e de Jesus, de quem me sentia cada vez mais próximo.


Me protegi do frio intenso nas cavernas, vivi no bosque cheio de plantas quando o sol era escaldante. Alimentei-me do que encontrava. As fontes davam-me água abundante para matar a sede.
Na natureza todos os seres vivos eram meus irmãos e minhas irmãs.

Um lobo apareceu rosnando.
Oh lobo, meu irmão. Você deve se tornar bom, manso. Você deve ser amável com todas as pessoas. E não faça mal a ninguém. Brinque com as crianças. Todos vão querer bem a você.

E vocês pássaros do céu. E vocês irmãs andorinhas, voando felizes e com alegres gorjeios cantem louvores ao senhor porque ele é bom e nós somos todos suas criaturas.
Venham! Venham!



Depois de algum tempo, vários amigos me ajudavam a tratar dos feridos, alimentar os famintos, ajudar os pobres. Passaram a chamar de franciscanos.
"Frei Francisco, aonde devemos ir para pregoar louvores ao Senhor?"
Fechem os olhos e girem sobre vocês mesmos sem olhar. Pois bem, cada um siga na direção em que está. Podem ir. E saúdam a todos com essas palavras: paz e bem!

Louvado sejas oh meu Senhor por todas as tuas criaturas.
Louvado sejas por irmã água que é útil e humilde. Preciosa e pura. 
Louvado sejas oh meu Senhor por aqueles que tem forças para perdoar.
Por aqueles que sofrem.
Por aqueles que choram.
Louvemos ao Senhor e sirvamos-lo humildemente!





Atividade

 Pintar a oração de são Francisco de Assis



Anjo da guarda

Perguntar às crianças:
O quê é um anjo?
Como eles são?
Eles existem?

Deixar elas responderem e comentarem sobre isso.


Então crianças, anjo da guarda existe sim. Ele está sempre conosco.
Segundo o livro dos espíritos, (nas perguntas de 489 a 521) podemos chamá-lo de irmão espiritual, bom espírito ou bom gênio.

Ele é o nosso anjo guardião, um espírito protetor de Ordem elevada.


Sua missão é a de um pai em relação aos filhos, guiar seu protegido pela senda do bem, auxilia-lo com seus conselhos, consola-lo nas aflições, levantar-lhe o ânimo.



Nos protege e acompanha desde o nascimento até a morte, ou mesmo depois dela.
Nunca deixa de nos proteger. Está do nosso lado por ordem de Deus.


Contar a seguinte história:

Um anjinho protetor

Era uma vez, uma menina linda, saudável, que adorava brincar, desenhar, inventar histórias.
Quando pequena, como toda as crianças, as vezes ficava sozinha, no quintal ou no jardim, onde seus pais achavam que ali estaria protegida dos problemas da rua. Bem, eles estavam certos, mais ou menos...


Certo dia, essa menina subiu no pé de goiaba que tinha no quintal, queria pegar a goiaba madurinha que estava lá no alto. Subiu, subiu, mas antes de pisar no galho fino onde estava a goiaba, ouviu uma vozinha: " não vai aí não! Esse galho é fino e se você pisar você cairá. Se machucará. "
A menina ficou pensativa...
Resolveu descer e com um cabo de vassoura conseguiu pegar a goiaba. Ufa!

Outro dia, já maiorzinha, ela e sua família estavam passando um domingo em meio a natureza.


Enquanto seu pai pescava em outro lado do rio, sua mãe cochilava debaixo de uma árvore, ela e seus irmãos resolveram entrar no rio. Mais uma vez ela ouviu: " não vai não! Você não sabe nadar!" Ela resolveu ficar só no rasinho. Essa atitude salvou sua vida e de seus irmãos. Eles quase se afogaram e ela do lado de fora conseguiu puxá-los, um por um! UFA!!!
Quem será que falava com essa menina de lindos cachinhos negros, que ajudava a fugir do perigo?


Todas as noites ela rezava o pai nosso e ao anjo da guarda, prece que a vovó ensinou.
Hoje, já adulta, ela entende quem tem ajudado em nome de Deus a fugir dos perigos: seu anjo da guarda!
E todas as noites ao por as filhas para dormir, elas rezam também ao anjinho da guarda para sempre acompanha-las e ilumina-las...


Essa história é verdadeira. É a minha história!
E vocês com certeza também tem suas histórias com anjos da guarda para contar!
Então vamos lá?
Autora: Patrícia Simões

Atividade

 Desenhar seu anjo da guarda, do jeito que imaginar!


Música: anjinho da guarda (anjo guardião)




Primavera

A primavera é uma estação muito bonita! É a estação das flores, a natureza se renova, o clima muda...


Assim como na natureza, podemos aproveitar essa estação para mudarmos a nos mesmos também não é mesmo?
Vamos pensar...

O que fazemos no nosso dia a dia, na escola, em casa que não é legal?
Fazer bagunça,
Brigar com colegas,
Desobedecer a mamãe,
 Não ser legar com as pessoas,
...

 Vamos usar a primavera para melhorar a nossa vida, e das pessoas que estão em nossa volta?
O que podemos fazer de bom?

Arrumar nossa bagunça,
sermos obedientes,
ser legal com as pessoas, ser gentil,...

A natureza também serve de exemplo, vamos aproveitar esse exemplo para fazer nosso mundo mais bonito!

Atividades - sugestões







Ou fazer um desenho bem lindo sobre a primavera!!!



O peixinho Azul

Contar a história O peixinho Azul, do livro homônimo do autor Roque Jacintho, editora Feb.





Ploc era um Peixinho Azul.
Além da cor, o seu porte gracioso e as ondulações que fazia para nadar pelo seu aquário, despertavam tanta admiração, que todos iam vê-lo.
Até guardanapo ele usava ás refeições!



O pobre Mimi, porém, um gatinho já vencido pela idade e pelas experiências da vida, muitas vezes o advertia com brandura:
-Não cultive o orgulho, Ploc.
Ploc invarialmente redarguia, levantando o queixo voluntarioso:
- Não me aborreça, gato velho!
Mimi sacudia a cabeça e retirava-se.



Um dia, no entanto, quando Fifica, a arrumadeira da casa, transportava o aquário para a limpeza do dia, inadvertidamente virou o vaso e Ploc se estatelou no chão seco, sendo atirado por debaixo de um móvel, sem ser visto.



Debatia-se o infeliz.
Abria e fechava as guelras, ansioso por respirar. E a sua coloração azul quase se tornava rubra de esforço. Mas tudo era inútil, porque a sua agitação não chegava a ser ouvida por Fifica que, também atribulada, estava a procurá-lo.



De repente, toda a família estava na busca.
Mimi, sem nada a saber, penetrou na sala.
Diante do corre-corre, coçou a cabeça e, ouvindo os lamentos de Fifica, entendeu o que ocorrera.
Pôs a funcionar o olfato.

Não demorou muito, e Mimi trouxe Ploc preso pela cauda, no auge da agonia.
Quando o aquário estava de novo no lugar, eis que Mimi se aproximou e, dialogando com Ploc, lembrou:
- Por muito grande seja o nosso orgulho, Peixinho, basta nos falte o ar e imediatamente caem por terra a nossa beleza e o nosso orgulho, enterrados sob o nosso desespero.
Ploc, arrependido, fez que sim com a cabeça.

A partir daquele dia, embora continuasse a ser um Peixinho Azul e muito gracioso em seu porte, Ploc tornou-se mais simples e humilde. Compreendeu que, mesmo que enchamos a cabeça de caraminholas, se nos faltar o ar, poderemos deixar este mundo.



Atividades: 

Perguntar as crianças sobre o que elas entenderam da história:

-Quais eram as personagens?
-Como era Ploc?
-O que Mimi aconselhava a Ploc?
-O que aconteceu com Ploc?
- Qual a lição que Ploc aprendeu?

 Pintar a ilustração acima!



A primavera da lagarta

Contar a história:
A primavera da lagarta: Ruth Rocha


Utilizar figuras das personagens e um painel. Ex:



_Grande comício na floresta! Bem no meio da clareira, debaixo da bananeira!
 Dona formiga convocou a reunião. _Isso não pode continuar!
_Não pode não! Apoiava o camaleão.
_É um desaforo. A formiga gritava. _É um desaforo!
_É mesmo. O camaleão concordava.
A joaninha que vinha chegando naquele instante perguntava: Qual é o desaforo, hein?
_É um desaforo o que a lagarta faz!
_Come tudo o que é folha! Reclamava o Louva-a-deus.
_Não há comida que chegue!
A lagartixa não concordava: _Por isso não que as senhoras formigas também comem.
_É isso mesmo! Apoiou o camaleão que vivia mudando de opinião.
_É muito diferente, depois a lagarta é uma grande preguiçosa, vive lagarteando por aí.
_Vai ver que a lagartixa é parente da lagarta. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
_Parente não! Falou a lagartixa. _É só uma coincidência de nome!
_Então não se meta!
_Abaixo a lagarta! Disse o gafanhoto. _Vamos acabar com ela!
_Vamos sim! Gritou a libélula. Ela é muito feia!
O Senhor Caracol ainda quis fazer um discurso: _É, minhas senhoras e meus senhores, como é para o bem geral e para a felicidade nacional, em meu nome e em nome de todo mundo interessado, como diria o conselheiro Furtado, quero deixar consignado que está tudo errado. Mas como o caracol era muito enrolado, ninguém prestava atenção no coitado.
Já estavam todos se preparando para caçar a lagarta.
_Abaixo a feiúra! Gritava aranha como se ela fosse muito bonita.
_Morra comilona! Exclamava o Louva-a-deus como se ele não fosse comilão também.
_Vamos acabar com a preguiçosa! Berrava a cigarra esquecendo a sua fama de boa vida.
E lá se foram eles, cantando e marchando:
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
Mas, a primavera havia chegado, por toda a parte havia flores na floresta, até parecia festa. Os passarinhos cantavam e as borboletas, quantas borboletas de todas as cores, de todos os tamanhos borboletearam pela mata. E os caçadores procuravam pela lagarta:
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
E perguntavam para as borboletas que passavam:
_Vocês viram a lagarta que morava na amoreira? Aquela preguiçosa, comilona, horrorosa.
As borboletas riam, riam, iam passando e nem respondiam. Até que veio chegando uma linda borboleta.
_Estão procurando a lagarta da amoreira?
_Estamos sim. Aquela horrorosa, comilona.
E a borboleta bateu as asas e falou:
_Pois, sou eu.
_Não é possível! Não pode ser verdade! Você é linda!
E a borboleta sorrindo explicou:
_Toda lagarta tem seu dia de borboleta, é só esperar pela primavera.
_Não é possível, só acredito vendo!
_Venha ver! Isso acontece com todas as lagartas. Eu tenho uma irmã que está acabando de virar borboleta.
Todos correram para ver. E ficaram quietinhos espiando. E a lagarta foi se transformando, se transformando até que de dentro do casulo nasceu uma borboleta.
Os inimigos da lagarta ficaram admirados
_É um milagre!
_Bem que eu falei. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
E a borboleta falou: _É preciso ter paciência com as lagartas se quisermos conhecer as borboletas


Atividade: 

Desenhar uma linda borboleta!!!

A conchinha falante

Contar a seguinte história:

A conchinha falante

"De Robson dias: “A conchinha falante” Pelo espírito Vovó Amália, pela Editora FEB. Livro da série “As Histórias que a Vovó gosta de contar...”


Em um lugar á beira­ mar, denominado Praia das conchinhas,os bichinhos da floresta gostavam

de passear, observando a linda paisagem e, principalmente, as conchas coloridas deixadas na

areia, numa enorme variedade de tamanhos e formatos que encantava a todos.

À tarde, Emeus um jovem macaquinho ia lá e pegava todas as conchinhas que conseguia.

Escolhia as mais bonitas e as colocava em uma cestinha, feita de cipó, para levar para casa.

Certo dia, viu uma linda conchinha perto de uma pedra.

Quando se aproximou, ouviu uma voz: — Olá... como vai você?

Tomou o maior susto e deu um salto para trás.

— Quem está aí? – perguntou intrigado.

Chegando mais perto da conchinha percebeu que havia um bichinho dentro dela, lhe dando um

lindo sorriso disse:

— Olá amiguinho! Eu me chamo Aluminosa, e você?

— Eu me chamo Emeus! – respondeu ainda meio assustado...

— Muito prazer, Emeus. O que você faz aqui?

— Eu pego estas conchas e as levo para casa.

 Ela olhou dentro da cestinha e viu um monte de conchas.

— Emeus, para que você precisa de tanta casinha assim?

— Casinha? Onde?

 — Sim; o que você tem aí na sua cesta podem ser casinhas que eu e meus familiares usamos. Sem 

elas morreríamos na boca de algum peixão guloso. E o que faz com elas?

— Nada! Só pego porque é bonito e quero ter para mim...

Aluminosa, que era muito esperta, percebeu que Emeus sofria de um mal muito grave que

chamava egoísmo. Ele recolhia as conchinhas sem cuidado, sem prestar atenção. Não verificava

se a ostra ainda viva, habitava a casinha que ele colecionava. Pensou... pensou... e perguntou:



— Amiguinho, você acha seu pelo bonito?

— Sim, eu acho lindo! – respondeu com um salto.

— Eu também. Imagine se eu resolvesse arrancar todo ele e levar para minha casa. Você

sentiria muito frio, não é mesmo? Isso é um mal que eu não desejo a você. Levando conchas

para casa, com ostras vivas dentro, muitas iguais a mim morrerão, o que é um mal ainda

maior...

Emeus ficou um pouco envergonhado mas, maroto como era, mudou logo de assunto:

— Você quer conhecer minha casa? Tenho um quarto cheio de brinquedos.

— Com o maior prazer! – respondeu Aluminosa dando um lindo sorriso. 

O macaquinho, não querendo dar o braço a torcer resmungou:

— Também, não iam caber mesmo todas estas conchas e você na minha cesta. Vamos, então.

Emeus colocou Aluminosa na sua cestinha e foi correndo para casa. Chegando lá foi direto para o

seu quarto de brinquedos.Tirou Aluminosa da cesta e ela ficou maravilhada!

— Puxa! Que quarto lindo você tem!

 — Todos esses brinquedinhos são meus! – e pulava de um lado para o outro jogando tudo para cima.  
Ficaram os dois ali, Emeus fazendo algazarra, quando Aluminosa, que estava perto da janela, viu 

outros macaquinhos que pareciam estar tristes. Ela ficou observando...observando... e perguntou:

— Emeus, você conhece aqueles macaquinhos?

— Quais? – correu até a janela para ver... — Hummm... – fez uma cara feia – são meus

vizinhos! Eles vieram aqui pedir que eu lhes emprestasse alguns de meus brinquedos e eu não

emprestei.

 — Eles estão tão tristes! – falou, também, Aluminosa com tristeza.

— Mas eu é que não vou emprestar nadinha para eles, eu não! 

Aluminosa pensou: — O mal é mais sério do que eu havia imaginado. Como farei para auxiliá-­lo? 

Percebeu que lá fora alguém cuidava das plantas. Dirigiu­-se ao macaquinho e perguntou:



— Emeus, quem é aquela senhora que trata com carinho das plantas?

— É minha mãe.

 — O que ela faz? 

— Está regando as plantas, porquê?

Aluminosa ficou quieta por um tempo, olhando e pensando...Tornou a perguntar: ­ Por que sua

mãe rega as plantas?

 — Ora, amiguinha! – respondeu com superioridade – você não sabe que se não regar as plantas elas 

irão morrer?

Vendo que o nosso amiguinho estava atento, não demorou para passar a lição: — Assim

também são as nossas amizades, Emeus, se você não as regar com carinho e atenção elas irão

murchar, como a planta que ficou lá, maltratada e sem água. Sua mãe oferece o que ela possui

de melhor para as plantinhas. Elas também lhe respondem com o melhor, enfeitando,

perfumando e alimentando a todos. Você deve fazer assim também com os seus amiguinhos.

— Mas se eu emprestar meus brinquedos para eles, o que ganho em troca?

 — Eles ficarão felizes. 

— Serão meus amigos? 

— Não, você não entendeu.Chegou o rostinho mais próximo ao dele e disse: — Você não pode 

comprar o amor e a amizade com seus brinquedos. Você fica feliz com seus brinquedos e os vizinhos 

ficarão também. Se vierem a ser seus amigos por causa disso, ou não, é outra história. O certo é que 

se você fizer alguém feliz, você se sentirá muito feliz também, pode apostar. Independentemente 

dele gostar ou não de você,entendeu?

— Bem, se eles não gostarem de mim, que vantagem levo nisso?

 — Observe a sua mamãe... Às vezes, ela rega as plantas, faz tudo direitinho e mesmo assim algumas 

delas morrem,certo?

 — É verdade... 

— E nem por isso ela deixa de regar todas e está sempre feliz porque fez a sua parte.

Assim também é com a amizade. Se você fizer tudo direitinho, fizer a sua parte e mesmo assim

receber ingratidão, faça igual à sua mãe,continue oferecendo seu amor e atenção. Sabe por que

ela faz isso?

 — Não, por quê?

 — Porque ela tem a certeza de que o pezinho doente irá florir novamente e, se isso não acontecer, 

nascerá um muito mais bonito no lugar.

— Estou entendendo o que você está falando, mas, não vejo vantagem alguma... Nesse

momento ele olhou para sua amiguinha e viu que ela estava meio diferente. — Aluminosa, o que

está acontecendo com você? 

— Bem, meu amigo, agora é hora de você colocar em prática tudo o que ouviu hoje. 

— Como assim? — perguntou meio perturbado... 

— Eu fiquei muito tempo longe do mar e não estou muito bem.

 — Você está passando mal?

 — Sim, e você deve me levar de volta, o mais rápido possível, senão acabarei morrendo.

— Entendo. Pegou rapidamente a amiguinha, e, então... — Espere um pouco! Pensou, e,

percebendo o que estava acontecendo, começou a chorar: Você não pode ir! É minha! Descobri

você! É minha melhor amiguinha! Que farei sozinho?

 — Emeus, preste atenção. Acabou de dizer que sou sua, porque me achou. Mas se me mantiver 

aqui, vou morrer. E agora?

 — Tudo o que temos, nossos amigos, brinquedos, nos alegram e enriquecem a vida, mas, em 

verdade, não nos pertencem. Dentre as conchinhas que você acumulou todo esse tempo, e ficaram 

jogadas em seu quarto, sem serventia, muitas continham ostras vivas que vieram a morrer, por sua 

falta de responsabilidade e egoísmo. — Observe seu comportamento. Onde você chega, deseja tudo; 

que vê, quer levar para casa! Essa vontade de TER o acompanha em todos os lugares: na praia,

no quarto, com seus amigos... Deseja ser rico, mas sente ­-se sempre pobre. Então quer mais e

mais e mais. Relacionando-­se dessa maneira com o mundo, será sempre infeliz, feio diante das

pessoas e sempre insatisfeito. — Você tem em suas mãos a decisão sobre minha vida ou minha

morte, mas a minha presença junto a você não é mais permitida. Tentou dar um sorriso, mas já

estava desfalecendo. Já não conseguia falar e começou a fechar lentamente os olhinhos. Percebendo 

que a situação estava crítica, Emeus pegou ­-a e saiu correndo em direção à praia. Chegando lá, 

arremessou-­a longe e ficou olhando, para ver se havia chegado a tempo de salvar sua amiguinha. 

Queria vê-­la reanimada e feliz. Ficou ali, esperando por alguns instantes, até que ouviu um grito: — 

Emeus... Emeus! Era Aluminosa, no meio de uma onda, acenando para ele.Quando a viu, sentiu uma 

alegria tão grande, que pulava... e pulava...Aluminosa percebeu o que acontecia. Observou que a 

alegria de Emeus era real; ele estava feliz porque a havia salvado. Vencera, afinal, o 

egoísmo! Extremamente feliz, também, Aluminosa falou ­lhe: — Você me fez feliz! Agora minha 

felicidade lhe pertence! Quando alegramos um coração, criamos vida a nosso redor e nos sentimos 

repletos de amor, único sentimento que alegrará nossa alma. Volte para sua casa, amiguinho Emeus,e 

faça sempre o melhor que puder em favor de todos.O macaquinho despediu-­se da amiga. Não podia 

conter sua imensa alegria! Saiu pulando e cantarolando, pois nunca havia se sentido tão rico em toda 

a sua vida"
(Esta história também pode ser assistida nesse link: A conchinha falante)

Sugestão de atividades:
Fazer um convite ou cartão de amizade em formato de conchinha para um amigo. Exemplo: