Anjo da guarda

Perguntar às crianças:
O quê é um anjo?
Como eles são?
Eles existem?

Deixar elas responderem e comentarem sobre isso.


Então crianças, anjo da guarda existe sim. Ele está sempre conosco.
Segundo o livro dos espíritos, (nas perguntas de 489 a 521) podemos chamá-lo de irmão espiritual, bom espírito ou bom gênio.

Ele é o nosso anjo guardião, um espírito protetor de Ordem elevada.


Sua missão é a de um pai em relação aos filhos, guiar seu protegido pela senda do bem, auxilia-lo com seus conselhos, consola-lo nas aflições, levantar-lhe o ânimo.



Nos protege e acompanha desde o nascimento até a morte, ou mesmo depois dela.
Nunca deixa de nos proteger. Está do nosso lado por ordem de Deus.


Contar a seguinte história:

Um anjinho protetor

Era uma vez, uma menina linda, saudável, que adorava brincar, desenhar, inventar histórias.
Quando pequena, como toda as crianças, as vezes ficava sozinha, no quintal ou no jardim, onde seus pais achavam que ali estaria protegida dos problemas da rua. Bem, eles estavam certos, mais ou menos...


Certo dia, essa menina subiu no pé de goiaba que tinha no quintal, queria pegar a goiaba madurinha que estava lá no alto. Subiu, subiu, mas antes de pisar no galho fino onde estava a goiaba, ouviu uma vozinha: " não vai aí não! Esse galho é fino e se você pisar você cairá. Se machucará. "
A menina ficou pensativa...
Resolveu descer e com um cabo de vassoura conseguiu pegar a goiaba. Ufa!

Outro dia, já maiorzinha, ela e sua família estavam passando um domingo em meio a natureza.


Enquanto seu pai pescava em outro lado do rio, sua mãe cochilava debaixo de uma árvore, ela e seus irmãos resolveram entrar no rio. Mais uma vez ela ouviu: " não vai não! Você não sabe nadar!" Ela resolveu ficar só no rasinho. Essa atitude salvou sua vida e de seus irmãos. Eles quase se afogaram e ela do lado de fora conseguiu puxá-los, um por um! UFA!!!
Quem será que falava com essa menina de lindos cachinhos negros, que ajudava a fugir do perigo?


Todas as noites ela rezava o pai nosso e ao anjo da guarda, prece que a vovó ensinou.
Hoje, já adulta, ela entende quem tem ajudado em nome de Deus a fugir dos perigos: seu anjo da guarda!
E todas as noites ao por as filhas para dormir, elas rezam também ao anjinho da guarda para sempre acompanha-las e ilumina-las...


Essa história é verdadeira. É a minha história!
E vocês com certeza também tem suas histórias com anjos da guarda para contar!
Então vamos lá?
Autora: Patrícia Simões

Atividade

 Desenhar seu anjo da guarda, do jeito que imaginar!


Música: anjinho da guarda (anjo guardião)




Primavera

A primavera é uma estação muito bonita! É a estação das flores, a natureza se renova, o clima muda...


Assim como na natureza, podemos aproveitar essa estação para mudarmos a nos mesmos também não é mesmo?
Vamos pensar...

O que fazemos no nosso dia a dia, na escola, em casa que não é legal?
Fazer bagunça,
Brigar com colegas,
Desobedecer a mamãe,
 Não ser legar com as pessoas,
...

 Vamos usar a primavera para melhorar a nossa vida, e das pessoas que estão em nossa volta?
O que podemos fazer de bom?

Arrumar nossa bagunça,
sermos obedientes,
ser legal com as pessoas, ser gentil,...

A natureza também serve de exemplo, vamos aproveitar esse exemplo para fazer nosso mundo mais bonito!

Atividades - sugestões







Ou fazer um desenho bem lindo sobre a primavera!!!



O peixinho Azul

Contar a história O peixinho Azul, do livro homônimo do autor Roque Jacintho, editora Feb.





Ploc era um Peixinho Azul.
Além da cor, o seu porte gracioso e as ondulações que fazia para nadar pelo seu aquário, despertavam tanta admiração, que todos iam vê-lo.
Até guardanapo ele usava ás refeições!



O pobre Mimi, porém, um gatinho já vencido pela idade e pelas experiências da vida, muitas vezes o advertia com brandura:
-Não cultive o orgulho, Ploc.
Ploc invarialmente redarguia, levantando o queixo voluntarioso:
- Não me aborreça, gato velho!
Mimi sacudia a cabeça e retirava-se.



Um dia, no entanto, quando Fifica, a arrumadeira da casa, transportava o aquário para a limpeza do dia, inadvertidamente virou o vaso e Ploc se estatelou no chão seco, sendo atirado por debaixo de um móvel, sem ser visto.



Debatia-se o infeliz.
Abria e fechava as guelras, ansioso por respirar. E a sua coloração azul quase se tornava rubra de esforço. Mas tudo era inútil, porque a sua agitação não chegava a ser ouvida por Fifica que, também atribulada, estava a procurá-lo.



De repente, toda a família estava na busca.
Mimi, sem nada a saber, penetrou na sala.
Diante do corre-corre, coçou a cabeça e, ouvindo os lamentos de Fifica, entendeu o que ocorrera.
Pôs a funcionar o olfato.

Não demorou muito, e Mimi trouxe Ploc preso pela cauda, no auge da agonia.
Quando o aquário estava de novo no lugar, eis que Mimi se aproximou e, dialogando com Ploc, lembrou:
- Por muito grande seja o nosso orgulho, Peixinho, basta nos falte o ar e imediatamente caem por terra a nossa beleza e o nosso orgulho, enterrados sob o nosso desespero.
Ploc, arrependido, fez que sim com a cabeça.

A partir daquele dia, embora continuasse a ser um Peixinho Azul e muito gracioso em seu porte, Ploc tornou-se mais simples e humilde. Compreendeu que, mesmo que enchamos a cabeça de caraminholas, se nos faltar o ar, poderemos deixar este mundo.



Atividades: 

Perguntar as crianças sobre o que elas entenderam da história:

-Quais eram as personagens?
-Como era Ploc?
-O que Mimi aconselhava a Ploc?
-O que aconteceu com Ploc?
- Qual a lição que Ploc aprendeu?

 Pintar a ilustração acima!



A primavera da lagarta

Contar a história:
A primavera da lagarta: Ruth Rocha


Utilizar figuras das personagens e um painel. Ex:



_Grande comício na floresta! Bem no meio da clareira, debaixo da bananeira!
 Dona formiga convocou a reunião. _Isso não pode continuar!
_Não pode não! Apoiava o camaleão.
_É um desaforo. A formiga gritava. _É um desaforo!
_É mesmo. O camaleão concordava.
A joaninha que vinha chegando naquele instante perguntava: Qual é o desaforo, hein?
_É um desaforo o que a lagarta faz!
_Come tudo o que é folha! Reclamava o Louva-a-deus.
_Não há comida que chegue!
A lagartixa não concordava: _Por isso não que as senhoras formigas também comem.
_É isso mesmo! Apoiou o camaleão que vivia mudando de opinião.
_É muito diferente, depois a lagarta é uma grande preguiçosa, vive lagarteando por aí.
_Vai ver que a lagartixa é parente da lagarta. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
_Parente não! Falou a lagartixa. _É só uma coincidência de nome!
_Então não se meta!
_Abaixo a lagarta! Disse o gafanhoto. _Vamos acabar com ela!
_Vamos sim! Gritou a libélula. Ela é muito feia!
O Senhor Caracol ainda quis fazer um discurso: _É, minhas senhoras e meus senhores, como é para o bem geral e para a felicidade nacional, em meu nome e em nome de todo mundo interessado, como diria o conselheiro Furtado, quero deixar consignado que está tudo errado. Mas como o caracol era muito enrolado, ninguém prestava atenção no coitado.
Já estavam todos se preparando para caçar a lagarta.
_Abaixo a feiúra! Gritava aranha como se ela fosse muito bonita.
_Morra comilona! Exclamava o Louva-a-deus como se ele não fosse comilão também.
_Vamos acabar com a preguiçosa! Berrava a cigarra esquecendo a sua fama de boa vida.
E lá se foram eles, cantando e marchando:
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
Mas, a primavera havia chegado, por toda a parte havia flores na floresta, até parecia festa. Os passarinhos cantavam e as borboletas, quantas borboletas de todas as cores, de todos os tamanhos borboletearam pela mata. E os caçadores procuravam pela lagarta:
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
E perguntavam para as borboletas que passavam:
_Vocês viram a lagarta que morava na amoreira? Aquela preguiçosa, comilona, horrorosa.
As borboletas riam, riam, iam passando e nem respondiam. Até que veio chegando uma linda borboleta.
_Estão procurando a lagarta da amoreira?
_Estamos sim. Aquela horrorosa, comilona.
E a borboleta bateu as asas e falou:
_Pois, sou eu.
_Não é possível! Não pode ser verdade! Você é linda!
E a borboleta sorrindo explicou:
_Toda lagarta tem seu dia de borboleta, é só esperar pela primavera.
_Não é possível, só acredito vendo!
_Venha ver! Isso acontece com todas as lagartas. Eu tenho uma irmã que está acabando de virar borboleta.
Todos correram para ver. E ficaram quietinhos espiando. E a lagarta foi se transformando, se transformando até que de dentro do casulo nasceu uma borboleta.
Os inimigos da lagarta ficaram admirados
_É um milagre!
_Bem que eu falei. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
E a borboleta falou: _É preciso ter paciência com as lagartas se quisermos conhecer as borboletas


Atividade: 

Desenhar uma linda borboleta!!!

A conchinha falante

Contar a seguinte história:

A conchinha falante

"De Robson dias: “A conchinha falante” Pelo espírito Vovó Amália, pela Editora FEB. Livro da série “As Histórias que a Vovó gosta de contar...”


Em um lugar á beira­ mar, denominado Praia das conchinhas,os bichinhos da floresta gostavam

de passear, observando a linda paisagem e, principalmente, as conchas coloridas deixadas na

areia, numa enorme variedade de tamanhos e formatos que encantava a todos.

À tarde, Emeus um jovem macaquinho ia lá e pegava todas as conchinhas que conseguia.

Escolhia as mais bonitas e as colocava em uma cestinha, feita de cipó, para levar para casa.

Certo dia, viu uma linda conchinha perto de uma pedra.

Quando se aproximou, ouviu uma voz: — Olá... como vai você?

Tomou o maior susto e deu um salto para trás.

— Quem está aí? – perguntou intrigado.

Chegando mais perto da conchinha percebeu que havia um bichinho dentro dela, lhe dando um

lindo sorriso disse:

— Olá amiguinho! Eu me chamo Aluminosa, e você?

— Eu me chamo Emeus! – respondeu ainda meio assustado...

— Muito prazer, Emeus. O que você faz aqui?

— Eu pego estas conchas e as levo para casa.

 Ela olhou dentro da cestinha e viu um monte de conchas.

— Emeus, para que você precisa de tanta casinha assim?

— Casinha? Onde?

 — Sim; o que você tem aí na sua cesta podem ser casinhas que eu e meus familiares usamos. Sem 

elas morreríamos na boca de algum peixão guloso. E o que faz com elas?

— Nada! Só pego porque é bonito e quero ter para mim...

Aluminosa, que era muito esperta, percebeu que Emeus sofria de um mal muito grave que

chamava egoísmo. Ele recolhia as conchinhas sem cuidado, sem prestar atenção. Não verificava

se a ostra ainda viva, habitava a casinha que ele colecionava. Pensou... pensou... e perguntou:



— Amiguinho, você acha seu pelo bonito?

— Sim, eu acho lindo! – respondeu com um salto.

— Eu também. Imagine se eu resolvesse arrancar todo ele e levar para minha casa. Você

sentiria muito frio, não é mesmo? Isso é um mal que eu não desejo a você. Levando conchas

para casa, com ostras vivas dentro, muitas iguais a mim morrerão, o que é um mal ainda

maior...

Emeus ficou um pouco envergonhado mas, maroto como era, mudou logo de assunto:

— Você quer conhecer minha casa? Tenho um quarto cheio de brinquedos.

— Com o maior prazer! – respondeu Aluminosa dando um lindo sorriso. 

O macaquinho, não querendo dar o braço a torcer resmungou:

— Também, não iam caber mesmo todas estas conchas e você na minha cesta. Vamos, então.

Emeus colocou Aluminosa na sua cestinha e foi correndo para casa. Chegando lá foi direto para o

seu quarto de brinquedos.Tirou Aluminosa da cesta e ela ficou maravilhada!

— Puxa! Que quarto lindo você tem!

 — Todos esses brinquedinhos são meus! – e pulava de um lado para o outro jogando tudo para cima.  
Ficaram os dois ali, Emeus fazendo algazarra, quando Aluminosa, que estava perto da janela, viu 

outros macaquinhos que pareciam estar tristes. Ela ficou observando...observando... e perguntou:

— Emeus, você conhece aqueles macaquinhos?

— Quais? – correu até a janela para ver... — Hummm... – fez uma cara feia – são meus

vizinhos! Eles vieram aqui pedir que eu lhes emprestasse alguns de meus brinquedos e eu não

emprestei.

 — Eles estão tão tristes! – falou, também, Aluminosa com tristeza.

— Mas eu é que não vou emprestar nadinha para eles, eu não! 

Aluminosa pensou: — O mal é mais sério do que eu havia imaginado. Como farei para auxiliá-­lo? 

Percebeu que lá fora alguém cuidava das plantas. Dirigiu­-se ao macaquinho e perguntou:



— Emeus, quem é aquela senhora que trata com carinho das plantas?

— É minha mãe.

 — O que ela faz? 

— Está regando as plantas, porquê?

Aluminosa ficou quieta por um tempo, olhando e pensando...Tornou a perguntar: ­ Por que sua

mãe rega as plantas?

 — Ora, amiguinha! – respondeu com superioridade – você não sabe que se não regar as plantas elas 

irão morrer?

Vendo que o nosso amiguinho estava atento, não demorou para passar a lição: — Assim

também são as nossas amizades, Emeus, se você não as regar com carinho e atenção elas irão

murchar, como a planta que ficou lá, maltratada e sem água. Sua mãe oferece o que ela possui

de melhor para as plantinhas. Elas também lhe respondem com o melhor, enfeitando,

perfumando e alimentando a todos. Você deve fazer assim também com os seus amiguinhos.

— Mas se eu emprestar meus brinquedos para eles, o que ganho em troca?

 — Eles ficarão felizes. 

— Serão meus amigos? 

— Não, você não entendeu.Chegou o rostinho mais próximo ao dele e disse: — Você não pode 

comprar o amor e a amizade com seus brinquedos. Você fica feliz com seus brinquedos e os vizinhos 

ficarão também. Se vierem a ser seus amigos por causa disso, ou não, é outra história. O certo é que 

se você fizer alguém feliz, você se sentirá muito feliz também, pode apostar. Independentemente 

dele gostar ou não de você,entendeu?

— Bem, se eles não gostarem de mim, que vantagem levo nisso?

 — Observe a sua mamãe... Às vezes, ela rega as plantas, faz tudo direitinho e mesmo assim algumas 

delas morrem,certo?

 — É verdade... 

— E nem por isso ela deixa de regar todas e está sempre feliz porque fez a sua parte.

Assim também é com a amizade. Se você fizer tudo direitinho, fizer a sua parte e mesmo assim

receber ingratidão, faça igual à sua mãe,continue oferecendo seu amor e atenção. Sabe por que

ela faz isso?

 — Não, por quê?

 — Porque ela tem a certeza de que o pezinho doente irá florir novamente e, se isso não acontecer, 

nascerá um muito mais bonito no lugar.

— Estou entendendo o que você está falando, mas, não vejo vantagem alguma... Nesse

momento ele olhou para sua amiguinha e viu que ela estava meio diferente. — Aluminosa, o que

está acontecendo com você? 

— Bem, meu amigo, agora é hora de você colocar em prática tudo o que ouviu hoje. 

— Como assim? — perguntou meio perturbado... 

— Eu fiquei muito tempo longe do mar e não estou muito bem.

 — Você está passando mal?

 — Sim, e você deve me levar de volta, o mais rápido possível, senão acabarei morrendo.

— Entendo. Pegou rapidamente a amiguinha, e, então... — Espere um pouco! Pensou, e,

percebendo o que estava acontecendo, começou a chorar: Você não pode ir! É minha! Descobri

você! É minha melhor amiguinha! Que farei sozinho?

 — Emeus, preste atenção. Acabou de dizer que sou sua, porque me achou. Mas se me mantiver 

aqui, vou morrer. E agora?

 — Tudo o que temos, nossos amigos, brinquedos, nos alegram e enriquecem a vida, mas, em 

verdade, não nos pertencem. Dentre as conchinhas que você acumulou todo esse tempo, e ficaram 

jogadas em seu quarto, sem serventia, muitas continham ostras vivas que vieram a morrer, por sua 

falta de responsabilidade e egoísmo. — Observe seu comportamento. Onde você chega, deseja tudo; 

que vê, quer levar para casa! Essa vontade de TER o acompanha em todos os lugares: na praia,

no quarto, com seus amigos... Deseja ser rico, mas sente ­-se sempre pobre. Então quer mais e

mais e mais. Relacionando-­se dessa maneira com o mundo, será sempre infeliz, feio diante das

pessoas e sempre insatisfeito. — Você tem em suas mãos a decisão sobre minha vida ou minha

morte, mas a minha presença junto a você não é mais permitida. Tentou dar um sorriso, mas já

estava desfalecendo. Já não conseguia falar e começou a fechar lentamente os olhinhos. Percebendo 

que a situação estava crítica, Emeus pegou ­-a e saiu correndo em direção à praia. Chegando lá, 

arremessou-­a longe e ficou olhando, para ver se havia chegado a tempo de salvar sua amiguinha. 

Queria vê-­la reanimada e feliz. Ficou ali, esperando por alguns instantes, até que ouviu um grito: — 

Emeus... Emeus! Era Aluminosa, no meio de uma onda, acenando para ele.Quando a viu, sentiu uma 

alegria tão grande, que pulava... e pulava...Aluminosa percebeu o que acontecia. Observou que a 

alegria de Emeus era real; ele estava feliz porque a havia salvado. Vencera, afinal, o 

egoísmo! Extremamente feliz, também, Aluminosa falou ­lhe: — Você me fez feliz! Agora minha 

felicidade lhe pertence! Quando alegramos um coração, criamos vida a nosso redor e nos sentimos 

repletos de amor, único sentimento que alegrará nossa alma. Volte para sua casa, amiguinho Emeus,e 

faça sempre o melhor que puder em favor de todos.O macaquinho despediu-­se da amiga. Não podia 

conter sua imensa alegria! Saiu pulando e cantarolando, pois nunca havia se sentido tão rico em toda 

a sua vida"
(Esta história também pode ser assistida nesse link: A conchinha falante)

Sugestão de atividades:
Fazer um convite ou cartão de amizade em formato de conchinha para um amigo. Exemplo:



O balão de Zuzuca

Zuzuca era um garoto muito desobediente.




Vivia fazendo arte e levando bronca do seu pai. Metia-se em cada problema que seu pai vivia pensando em levá-lo a um internato. Vocês sabem o que é um internato?

Mas Ritinha, sua irmãzinha menor, era muito agarrada a ele.

Sempre que acontecia alguma coisa, Ritinha suplicava ao pai que não internasse Zuzuca no colégio. Pedia a Zuzuca que não criasse mais problemas, mas Zuzuca não tinha jeito. Era teimoso mesmo.


Certo dia apareceu em casa com um papel  todo colorido. Estava satisfeito!



Chamou Ritinha e lhe disse:
-Venha ajudar-me. Vou fazer um balão!

Ao ouvir isso, seu pai, que estava na cozinha veio dizendo:

- Zuzuca, não faça balões, porque são perigosos, meu filho.
Lembre-se que no ano passado um balão subiu e caiu sobre uma fábrica, incendiando-a. Quanta gente ficou sem trabalho! Quantas famílias sofreram por falta do salário que receberam aquela fábrica! Esses brinquedos são prejudiciais ao próximo. Não faça o balão!

Zuzuca a tudo ouviu calado. Disse ao pai que não faria, e guardou o papel. Assim que o pai saiu  para o trabalho, Zuzuca foi pegar o papel e se pôs a recortar o balão. Iria montá-lo e soltá-lo quando o vento começasse a soprar. Estava radiante. Ninguém iria incomodá-lo. Quando o balão ficou pronto chamou Ritinha para vê-lo.

-Veja, Rita, olhe meu balão. Que bonito!
-Papai já disse que não é para soltar balão!

Mas o teimoso não ouvia ninguém. Acendeu a mecha do balão e este já foi subindo. De repente Paulo, o menino do vizinho atirou uma pedra sobre o balão, pois já havia aprendido na escola que os balões são prejudiciais.




O balão foi descendo, descendo e caiu sobre a casinha do gato Mimi e do cachorrinho Rex, que descansavam sobre suas almofadas.
 O fogo incendiou rapidamente a casinha, e os dois animaizinhos saíram chamuscados pelo fogo. Pobrezinhos, como estavam assustados!

Zuzuca ficou muito arrependido, pois eram seus bichinhos de estimação. Adorava os companheiros de brincadeiras. Ao ver a dor dos seus bichinhos, Zuzuca chorou e disse:

 -Nunca mais vou soltar balões! Papai tem razão!




Depois dessa lição, Zuzuca nunca mais desobedeceu. E existem muitas pessoas como Zuzuca. Só aprendem quando acontece um acidente...





Viram crianças? Devemos obedecer nossos pais pois eles nos amam e só querem o melhor para nós.
Obedecendo aos nossos pais podemos evitar acidentes que poderiam terminar em tragédias.
Por isso não se esqueçam: mesmo que sejam contrariados, procurem sempre seguir as orientações de seus pais. Com o tempo, e, conversando com seus pais, vocês vão entender o porquê delas.


Sugestão de Atividade:


Pintar e enfeitar o balão do Zuzuca.
Assim pode!


O aprendiz desapontado

Contar a história do livro:

 O aprendiz desapontado






Após comentar sobre o livro pedir às crianças que ilustrem a história do livro.

Roda de leitura

Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.” (André Luiz, Sinal verde, 45. ed., p. 38)


Está sabendo do projeto Maleta de Leitura?



A pouco tempo iniciamos, timidamente, no objetivo de incentivar ás crianças o gosto pela leitura.
Para familiarizar as crianças aos livros começamos por emprestar um livro por semana e oferecemos um brinde ao final de quatro livros lidos no mês.
Dando continuidade, ao término de oito livros lidos em dois meses, um kit surpresa.
Para fechar, no período de três meses, fechando o ciclo com quinze livros lidos, não só a criança, mas também a mamãe ganhará um brinde!
 Isso tudo foi feito para atrair a comunidade do Viva Vida Kardec ao nosso universo literário!
Temos um tímido acervo, mas suficiente para  começar no projeto.

.
Depois disso, só então teremos início ao projeto maleta de leitura propriamente dito!
Olha só quem já ganhou!
Emily e João Pedro

Aneliane
Parabéns crianças!!! Continuem lendo muito que vocês só tem a ganhar!

Nessa quinta feira faremos uma roda de leitura onde conversaremos sobre os livros lidos, a importância de ler e como gostar mais de ler. Aguardem as boas novas!

O pescador o anel e o rei

Para contar essa história utilizar:
Chapéu de palha - para representar um pescador (ou uma varinha de pescar simulada)
Coroa feita de cartolina e papel dourado ou amarelo  - para fazer o rei
Um anel - pode ser de brinquedo
uma caixinha ou um baú enfeitado.
Um lenço para amarrar na cabeça - para representar a mulher do pescador
um saco cheio de badulaques para representar o mercador
peixes de brinquedo ou cartolina

Essa história contei tal qual a contadora de histórias Bia Bedran - exceto pelos instrumentos musicais e seu talento especial! Segue o vídeo para mostrar como ela conta - e encanta as crianças:



Conto popular - Música e adaptação: Bia Bedran

Era uma vez um velho pescador que vivia cantando:
Canto: Viva Deus e ninguém mais / Quando Deus não quer / ninguém nada faz.

Mesmo quando sua pesca não era boa, ele cantava com muita fé e alegria a sua cantiga.
Canto: Viva Deus e ninguém mais / Quando Deus não quer / ninguém nada faz.

Um dia, o rei daquele lugar soube da existência do pescador e quis que ele fosse à sua presença, por não admitir que Deus podia mais que tudo no mundo... Esse rei era tão poderoso e orgulhoso, que achava que podia até mais que o próprio Deus!
E lá foi o pescador, subindo as escadas de tapete vermelho do palácio, cantando:  Viva Deus...

Diante do rei, o pescador não mostrou medo algum, e ainda reafirmou sua fé, cantando a mesma cantiga.
Então o rei disse:
Rei: Vamos ver se Deus pode mais que eu, pescador!
Eis aqui o meu anel. Vou entregá-lo aos seus cuidados!
Se dentro de 15 dias você me devolver o anel, intacto, você ganhará um enorme tesouro, e não precisará mais trabalhar para viver.
Porém, se no 15° dia você não voltar com o anel, mando cortar a sua cabeça! Agora vá embora...
O pescador foi embora e na volta pra casa, cantava: Viva Deus...

Quando chegou em casa entregou o anel para a mulher que prometeu guardá-lo a sete chaves. Deixe estar que isso não passava de um plano do rei, que logo mandou um criado disfarçado de mercador, bater na casa do pescador, quando esteja havia saído para pescar.
Criado disfarçado: Ó de casa!
A velha senhora abriu a porta.
Criado: Minha senhora, sou mercador. Vendo e compro anéis. A senhora não teria aí pelas gavetas um anelzlnho para me vender? Pago bem!
E mostrou muito dinheiro.
Velha: Não tenho não senhor. Aqui é casa de pobre. Não tem anel nenhum não.
Mas a velha ficou surpresa com tanto que o homem mostrava.
Acabou caindo na tentação, e vendeu o anel!

No fim do dia, o pescador voltou pra  casa cantando:  Viva Deus...

...Quando chegou em casa, soube do que havia acontecido e ficou desesperado.
Pescador: Mulher! Você não vendeu o anel não; você vendeu minha cabeça!
E foram correndo procurar o mercador pela floresta, pela estrada, pela praia, pela aldeia e nada...
Claro! À essa altura, o criado disfarçado de mercador já estava longe, e havia jogado o anel em alto mar, a mando do rei, para que nunca mais ninguém pudesse encontrá-lo.
E: o tempo foi passando...
Décimo dia...
O pescador, triste continuava cantando: (mais lento) Viva Deus...
Décimo primeiro dia...
E o pescador cantando e pescando...
Canto: (ainda mais lento) Viva Deus...

Até que no penúltimo dia, o pescador chamou a mulher e disse:
Pescador: Mulher, eu vou morrer... Amanhã, minha cabeça vai rolar. Vamos nos despedir, com uma última refeição. Farei uma boa pescaria. E lá foi o pescador, tristemente, cantando sem parar sua cantiga.
Canto: Viva Deus... (muito triste)

Pescou 50 peixes, 49 ele vendeu no mercado, e 1 levou para mulher preparar.
Ela caprichou no tempero e fez no fogão de lenha, aquele peixe que seria sua última ceia junto com o marido depois de tantos anos. Mastiga daqui, chora dali, pensa de lá, e de repente...
Pescador: (Se engasgando) O que é isso? Mulher (cospe o anel).
Eu não disse que Deus pode mais que todo o mundo?
Canto(bem animado): Viva Deus...

O pescador limpou o anel, e correu em direção ao palácio. Subiu a escadas de tapete vermelho cantando, fez uma reverência para rei, que perguntou todo poderoso:
Rei: E então, pescador? Aonde está o meu anel?
E o pescador, vitorioso:
Pescador: Está aqui, meu rei!
O rei ficou boquiaberto! Não conseguia acreditar...Teve de entregar o tesouro para o pescador. E até o rei teve que cantar:
Canto: Viva Deus e ninguém mais / Quando Deus não quer / Ninguém nada faz



Sugestão de atividade:

molde de coroa

                                                                       Peixe cartolina





O sonho de Tartula

Hoje contarei a história O sonho de Tartula -  Mariluz Valadão
(utilizar fantoche, ou teatrinho, para contar a história. Eu dei as personagens coladas em cartolina com adesivo atrás e o painel da natureza como fundo. A medida que eu contava a história as crianças movimentavam as personagens)

Era uma vez uma linda mata, habitada por alguns pequenos bichos, pássaros miúdos, algumas velhas corujas e ...Ah! Sim. Também a Tartula, uma pequena tartaruga.
Os bichos eram alegres e brincalhões e viviam a correr e a brincar. A certa distância, havia uma lagoa que era separada da mata por uma grande faixa de areia macia e amarelada, formando uma enorme praia. 

Nos dias de calor, iam todos á lagoa tomar banho e, depois, estiravam-se na areia, ao sol morno da manhã. Bem, nem todos. A Tartula não. Era muito vagarosa e não conseguia acompanhar os outros. por isso vivia só e ... triste.
Os bichos achavam a tartaruga, por ser assim tão lerda, atrapalhava as brincadeiras. Mas o que mais incomodava a bicharada era um Gavião, que morava bem no alto de um jatobá, logo ali na entrada da mata. Costumava-se esconde-se lá até que os bichinhos saíam a brincar pela mata. (...)


Quem sofria era a Tartula, que não podia correr. O Gavião gostava-lhe de bicar-lhe a cauda, sempre que a pegava distraída mas ela se defendia escondendo-se em sua casca. Então o Gavião subia em suas costas e punha a pular, pular, até se cansar.
Num desses dias quentes, quando os bichinhos se preparavam para ir á lagoa para o banho matinal e tagarelavam alegremente sobre as brincadeiras que lá fariam, uma voz fininha se fez ouvir. Era a Tartula perguntando onde iam todos. Sabendo que ela queria acompanhá-los eles disseram que não iam a lugar algum. Tartula insistiu dizendo que sabia; eles iam á lagoa e queria ir também. Mas o Gambá tomou a palavra e tentou explicar: - Você anda muito devagar e vai ficar pra trás.


E o macaco disse também: - Da última vez que a levamos conosco, você andou tão devagar que, quando chegamos lá o sol já tinha ido dormir.
Nada adiantou a Tartula dizer que dessa vez iria depressa. O Coelho foi falando: -Não! Isso você diz sempre!Mas com essa casca pesada, até um caracol anda mais depressa que você!!! Tchau! Vá dormir com sua casca!
Dizendo isso, os bichos puseram-se a caminho. E Tartula muito triste, olhava-os com os olhos cheios de lágrimas. Quando eles desapareceram, ela se arrastou para dentro de um velho buraco de tatu e pôs-se a chorar:
-Hóóóóó! Como sou infeliz. Não consigo nem brincar com meus amigos. Também, eu sou tão vagarosa! Hóóóóó... como a natureza foi tão ingrata comigo, dando-me esse trambolho de casca!Se não tivesse que carregar essa "droga", poderia correr e brincar com os outros bichinhos, e não estaria assim tão sozinha... Não sei porque Deus, o meu Papai do Céu, me fez assim. Podia bem ter-me feito diferente... Aí , sim... eu poderia ser feliz e viveria muito contente.
E assim, sem conseguir entender o porquê de sua casa, chorou... chorou... chorou... até adormecer. De repente, pareceu-lhe que estava diferente!!! Ora vejam só! Sentia-se mais leve! E um friozinho também. Realmente era uma sensação muito diferente.
-Engraçado, que há comigo? Tartula abriu os olhos e ... Estava sem casca!!! Fechou os olhos de novo. - Não acredito! - pensou. Abriu os olhos - Ora essa! Estou sem casca!!! Ao seu lado estava a casca vazia! - É verdade!!! É verdade!!! Exclamou maravilhada.

Era inacreditável! Que teria acontecido?Tartula sentou-se sobre a casca vazia, a fim de pensar sobre o acontecimento. Mestre Coruja que é muito sábio, havia lhe falado sobre o Papai do Céu: 
"Ele fez o mundo e criou todas as coisas. E fez tudo muito bem feito!"
Porém, pensou Tartula,aquela casca não fora bem feita, só a atrapalhava.- Sim! Deve ser isso mesmo. O Criador reconheceu que minha casca não servia para nada. Fiquei muito melhor assim!
Bem, agora Tartula tinha que mostrar aos outros bichinhos sua nova aparência. - Vou á lagoa! A turma vai ficar assombrada! E saiu correndo. Atravessou a mata, e, num instante, já se encontrava a poucos passos da lagoa.
- Hei turma!!!Olhem! Eu estou aqui!!!  Os bichinhos olharam. V-V-V-Vejam!!! Gaguejou o Coelho.
Tartula ficara muito diferente sem a casca, e os bichinhos não a reconheceram.
- Céus! O que é aquilo? gritou o Macaco.
- É um marciano!!!
- Vem em nossa direção! Corram!!!
- Aii!!! Vamos embora! Fujam!
- Sou eu! A Tartula! - gritou a tartaruga. Mas os bichinhos já estavam longe, correndo a bom correr, assustados com aquela "visão" esquisita, pois nunca tinham visto uma "coisa" como aquela!
-Oh!Vão todos embora! pensou a tartaruga desapontada. O sol estava morno e Tartula  estirou-se na areia macia. Ajeitou os óculos escuros e disse para si: - Não faz mal! Ficarei com a praia só pra mim. Que calorzinho gostoso! Como é bom poder-me estirar-me assim, ao sol, fora daquela casca grossa!

Fechou os olhos e cochilou na areia morna. As horas foram passando e o sol foi ficando grandão, vermelho, abrasador!!!Seu corpo ardia, horrivelmente pois estava sem proteção sem a proteção da casca, o sol queimara-lhe a pele fina. Sentou-se na areia quente e olhou-se: estava " vermelhinha da silva"! Ficou horrorizada!!!

-Como  estou queimada de sol! Preciso achar logo uma sombra, senão morro assada!
Tartula lembrou-se que lá na mata , àquela hora estava fresquinha. Teria que chegar até lá senão seria seu fim!
Desesperada pôs-se a arrastar-se pois a areia afundava seus pés, dificultando-lhe a caminhada.E o sol, ah! Tornava-se cada vez maior e mais quente, parecendo persegui-la com seus raios, a castigar-lhe a pele já queimada.
-Ah, que bom seria se eu estivesse na minha casquinha! Bastava que me recolhesse para dentro dela e pronto! Nem todo esse sol poderia fazer-me mal! Como era fresquinha e agradável, a minha casquinha!

Pela primeira vez, então, a Tartula começou a compreender a importância de sua casca. E a noite chegou, uma lua grande e brilhante substituiu o sol.
-Ainda bem que estou chegando! Já estou vendo a árvore onde mora o Gavião. Lá está ele em seu galho favorito. Tomara que ele esteja dormindo!
A pobrezinha tremia de frio e de medo. Se o Gavião a visse, estaria perdida, sem a casca!!!


Ia passando debaixo do nariz do Gavião, quando este, abrindo o olho, perguntou-lhe:- onde vai a esta hora? Tartula não respondeu. 
- Ah! Deve ser uma salsicha ambulante: com mostarda e pão, você vai bem!! exclamou o Gavião. -Venha cá; acho que vou comê-la...
A pobre Tartula começou a correr pela mata.
O Gavião alçou vôo  e rapidamente a alcançou.
-Pare!!! gritou. - Não adianta correr, que eu te pego mesmo!
 Tartula correu mais ainda. Quase não aguentava mais! O Gavião atirou-se sobre ela e, prendendo-a com suas garras possantes, elevou-se ao ar novamente.
-Ah! Que petisco! Disse o Gavião. Vou carregá-la para o meu ninho e fazer com você um belo sanduíche! Sim senhor! Que belo sanduíche!!!
Tartula a essa altura, berrava, berrava, berrava...
...até que acordou, com seus próprios berros!!! Ela se encontrava em sua casca, no mesmo lugar, dentro da velha toca de tatu, onde se escondera para chorar!!! Tartula compreendeu tudo, então! Adormecera e sonhara tudo aquilo. Ou melhor: tivera um pesadelo. E que pesadelo!
-Ah! Que alívio! Como é bom estar na minha casquinha! Como eu gosto dela! Esse sonho ensinou-me uma lição. Mestre Coruja é quem estava certo!
O Criador sabe o que faz... 
Se ele me deu esta casca, é porque eu não poderia mesmo viver sem ela. Como eu Lhe agradeço por tê-la, agora que sei para que serve!!!

Sugestão de Atividade:
Fazer os personagens da história:

Tartaruga Tartulaa
Gavião