O aprendiz desapontado

Contar a história do livro:

 O aprendiz desapontado






Após comentar sobre o livro pedir às crianças que ilustrem a história do livro.

Roda de leitura

Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.” (André Luiz, Sinal verde, 45. ed., p. 38)


Está sabendo do projeto Maleta de Leitura?



A pouco tempo iniciamos, timidamente, no objetivo de incentivar ás crianças o gosto pela leitura.
Para familiarizar as crianças aos livros começamos por emprestar um livro por semana e oferecemos um brinde ao final de quatro livros lidos no mês.
Dando continuidade, ao término de oito livros lidos em dois meses, um kit surpresa.
Para fechar, no período de três meses, fechando o ciclo com quinze livros lidos, não só a criança, mas também a mamãe ganhará um brinde!
 Isso tudo foi feito para atrair a comunidade do Viva Vida Kardec ao nosso universo literário!
Temos um tímido acervo, mas suficiente para  começar no projeto.

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Depois disso, só então teremos início ao projeto maleta de leitura propriamente dito!
Olha só quem já ganhou!
Emily e João Pedro

Aneliane
Parabéns crianças!!! Continuem lendo muito que vocês só tem a ganhar!

Nessa quinta feira faremos uma roda de leitura onde conversaremos sobre os livros lidos, a importância de ler e como gostar mais de ler. Aguardem as boas novas!

O pescador o anel e o rei

Para contar essa história utilizar:
Chapéu de palha - para representar um pescador (ou uma varinha de pescar simulada)
Coroa feita de cartolina e papel dourado ou amarelo  - para fazer o rei
Um anel - pode ser de brinquedo
uma caixinha ou um baú enfeitado.
Um lenço para amarrar na cabeça - para representar a mulher do pescador
um saco cheio de badulaques para representar o mercador
peixes de brinquedo ou cartolina

Essa história contei tal qual a contadora de histórias Bia Bedran - exceto pelos instrumentos musicais e seu talento especial! Segue o vídeo para mostrar como ela conta - e encanta as crianças:



Conto popular - Música e adaptação: Bia Bedran

Era uma vez um velho pescador que vivia cantando:
Canto: Viva Deus e ninguém mais / Quando Deus não quer / ninguém nada faz.

Mesmo quando sua pesca não era boa, ele cantava com muita fé e alegria a sua cantiga.
Canto: Viva Deus e ninguém mais / Quando Deus não quer / ninguém nada faz.

Um dia, o rei daquele lugar soube da existência do pescador e quis que ele fosse à sua presença, por não admitir que Deus podia mais que tudo no mundo... Esse rei era tão poderoso e orgulhoso, que achava que podia até mais que o próprio Deus!
E lá foi o pescador, subindo as escadas de tapete vermelho do palácio, cantando:  Viva Deus...

Diante do rei, o pescador não mostrou medo algum, e ainda reafirmou sua fé, cantando a mesma cantiga.
Então o rei disse:
Rei: Vamos ver se Deus pode mais que eu, pescador!
Eis aqui o meu anel. Vou entregá-lo aos seus cuidados!
Se dentro de 15 dias você me devolver o anel, intacto, você ganhará um enorme tesouro, e não precisará mais trabalhar para viver.
Porém, se no 15° dia você não voltar com o anel, mando cortar a sua cabeça! Agora vá embora...
O pescador foi embora e na volta pra casa, cantava: Viva Deus...

Quando chegou em casa entregou o anel para a mulher que prometeu guardá-lo a sete chaves. Deixe estar que isso não passava de um plano do rei, que logo mandou um criado disfarçado de mercador, bater na casa do pescador, quando esteja havia saído para pescar.
Criado disfarçado: Ó de casa!
A velha senhora abriu a porta.
Criado: Minha senhora, sou mercador. Vendo e compro anéis. A senhora não teria aí pelas gavetas um anelzlnho para me vender? Pago bem!
E mostrou muito dinheiro.
Velha: Não tenho não senhor. Aqui é casa de pobre. Não tem anel nenhum não.
Mas a velha ficou surpresa com tanto que o homem mostrava.
Acabou caindo na tentação, e vendeu o anel!

No fim do dia, o pescador voltou pra  casa cantando:  Viva Deus...

...Quando chegou em casa, soube do que havia acontecido e ficou desesperado.
Pescador: Mulher! Você não vendeu o anel não; você vendeu minha cabeça!
E foram correndo procurar o mercador pela floresta, pela estrada, pela praia, pela aldeia e nada...
Claro! À essa altura, o criado disfarçado de mercador já estava longe, e havia jogado o anel em alto mar, a mando do rei, para que nunca mais ninguém pudesse encontrá-lo.
E: o tempo foi passando...
Décimo dia...
O pescador, triste continuava cantando: (mais lento) Viva Deus...
Décimo primeiro dia...
E o pescador cantando e pescando...
Canto: (ainda mais lento) Viva Deus...

Até que no penúltimo dia, o pescador chamou a mulher e disse:
Pescador: Mulher, eu vou morrer... Amanhã, minha cabeça vai rolar. Vamos nos despedir, com uma última refeição. Farei uma boa pescaria. E lá foi o pescador, tristemente, cantando sem parar sua cantiga.
Canto: Viva Deus... (muito triste)

Pescou 50 peixes, 49 ele vendeu no mercado, e 1 levou para mulher preparar.
Ela caprichou no tempero e fez no fogão de lenha, aquele peixe que seria sua última ceia junto com o marido depois de tantos anos. Mastiga daqui, chora dali, pensa de lá, e de repente...
Pescador: (Se engasgando) O que é isso? Mulher (cospe o anel).
Eu não disse que Deus pode mais que todo o mundo?
Canto(bem animado): Viva Deus...

O pescador limpou o anel, e correu em direção ao palácio. Subiu a escadas de tapete vermelho cantando, fez uma reverência para rei, que perguntou todo poderoso:
Rei: E então, pescador? Aonde está o meu anel?
E o pescador, vitorioso:
Pescador: Está aqui, meu rei!
O rei ficou boquiaberto! Não conseguia acreditar...Teve de entregar o tesouro para o pescador. E até o rei teve que cantar:
Canto: Viva Deus e ninguém mais / Quando Deus não quer / Ninguém nada faz



Sugestão de atividade:

molde de coroa

                                                                       Peixe cartolina





O sonho de Tartula

Hoje contarei a história O sonho de Tartula -  Mariluz Valadão
(utilizar fantoche, ou teatrinho, para contar a história. Eu dei as personagens coladas em cartolina com adesivo atrás e o painel da natureza como fundo. A medida que eu contava a história as crianças movimentavam as personagens)

Era uma vez uma linda mata, habitada por alguns pequenos bichos, pássaros miúdos, algumas velhas corujas e ...Ah! Sim. Também a Tartula, uma pequena tartaruga.
Os bichos eram alegres e brincalhões e viviam a correr e a brincar. A certa distância, havia uma lagoa que era separada da mata por uma grande faixa de areia macia e amarelada, formando uma enorme praia. 

Nos dias de calor, iam todos á lagoa tomar banho e, depois, estiravam-se na areia, ao sol morno da manhã. Bem, nem todos. A Tartula não. Era muito vagarosa e não conseguia acompanhar os outros. por isso vivia só e ... triste.
Os bichos achavam a tartaruga, por ser assim tão lerda, atrapalhava as brincadeiras. Mas o que mais incomodava a bicharada era um Gavião, que morava bem no alto de um jatobá, logo ali na entrada da mata. Costumava-se esconde-se lá até que os bichinhos saíam a brincar pela mata. (...)


Quem sofria era a Tartula, que não podia correr. O Gavião gostava-lhe de bicar-lhe a cauda, sempre que a pegava distraída mas ela se defendia escondendo-se em sua casca. Então o Gavião subia em suas costas e punha a pular, pular, até se cansar.
Num desses dias quentes, quando os bichinhos se preparavam para ir á lagoa para o banho matinal e tagarelavam alegremente sobre as brincadeiras que lá fariam, uma voz fininha se fez ouvir. Era a Tartula perguntando onde iam todos. Sabendo que ela queria acompanhá-los eles disseram que não iam a lugar algum. Tartula insistiu dizendo que sabia; eles iam á lagoa e queria ir também. Mas o Gambá tomou a palavra e tentou explicar: - Você anda muito devagar e vai ficar pra trás.


E o macaco disse também: - Da última vez que a levamos conosco, você andou tão devagar que, quando chegamos lá o sol já tinha ido dormir.
Nada adiantou a Tartula dizer que dessa vez iria depressa. O Coelho foi falando: -Não! Isso você diz sempre!Mas com essa casca pesada, até um caracol anda mais depressa que você!!! Tchau! Vá dormir com sua casca!
Dizendo isso, os bichos puseram-se a caminho. E Tartula muito triste, olhava-os com os olhos cheios de lágrimas. Quando eles desapareceram, ela se arrastou para dentro de um velho buraco de tatu e pôs-se a chorar:
-Hóóóóó! Como sou infeliz. Não consigo nem brincar com meus amigos. Também, eu sou tão vagarosa! Hóóóóó... como a natureza foi tão ingrata comigo, dando-me esse trambolho de casca!Se não tivesse que carregar essa "droga", poderia correr e brincar com os outros bichinhos, e não estaria assim tão sozinha... Não sei porque Deus, o meu Papai do Céu, me fez assim. Podia bem ter-me feito diferente... Aí , sim... eu poderia ser feliz e viveria muito contente.
E assim, sem conseguir entender o porquê de sua casa, chorou... chorou... chorou... até adormecer. De repente, pareceu-lhe que estava diferente!!! Ora vejam só! Sentia-se mais leve! E um friozinho também. Realmente era uma sensação muito diferente.
-Engraçado, que há comigo? Tartula abriu os olhos e ... Estava sem casca!!! Fechou os olhos de novo. - Não acredito! - pensou. Abriu os olhos - Ora essa! Estou sem casca!!! Ao seu lado estava a casca vazia! - É verdade!!! É verdade!!! Exclamou maravilhada.

Era inacreditável! Que teria acontecido?Tartula sentou-se sobre a casca vazia, a fim de pensar sobre o acontecimento. Mestre Coruja que é muito sábio, havia lhe falado sobre o Papai do Céu: 
"Ele fez o mundo e criou todas as coisas. E fez tudo muito bem feito!"
Porém, pensou Tartula,aquela casca não fora bem feita, só a atrapalhava.- Sim! Deve ser isso mesmo. O Criador reconheceu que minha casca não servia para nada. Fiquei muito melhor assim!
Bem, agora Tartula tinha que mostrar aos outros bichinhos sua nova aparência. - Vou á lagoa! A turma vai ficar assombrada! E saiu correndo. Atravessou a mata, e, num instante, já se encontrava a poucos passos da lagoa.
- Hei turma!!!Olhem! Eu estou aqui!!!  Os bichinhos olharam. V-V-V-Vejam!!! Gaguejou o Coelho.
Tartula ficara muito diferente sem a casca, e os bichinhos não a reconheceram.
- Céus! O que é aquilo? gritou o Macaco.
- É um marciano!!!
- Vem em nossa direção! Corram!!!
- Aii!!! Vamos embora! Fujam!
- Sou eu! A Tartula! - gritou a tartaruga. Mas os bichinhos já estavam longe, correndo a bom correr, assustados com aquela "visão" esquisita, pois nunca tinham visto uma "coisa" como aquela!
-Oh!Vão todos embora! pensou a tartaruga desapontada. O sol estava morno e Tartula  estirou-se na areia macia. Ajeitou os óculos escuros e disse para si: - Não faz mal! Ficarei com a praia só pra mim. Que calorzinho gostoso! Como é bom poder-me estirar-me assim, ao sol, fora daquela casca grossa!

Fechou os olhos e cochilou na areia morna. As horas foram passando e o sol foi ficando grandão, vermelho, abrasador!!!Seu corpo ardia, horrivelmente pois estava sem proteção sem a proteção da casca, o sol queimara-lhe a pele fina. Sentou-se na areia quente e olhou-se: estava " vermelhinha da silva"! Ficou horrorizada!!!

-Como  estou queimada de sol! Preciso achar logo uma sombra, senão morro assada!
Tartula lembrou-se que lá na mata , àquela hora estava fresquinha. Teria que chegar até lá senão seria seu fim!
Desesperada pôs-se a arrastar-se pois a areia afundava seus pés, dificultando-lhe a caminhada.E o sol, ah! Tornava-se cada vez maior e mais quente, parecendo persegui-la com seus raios, a castigar-lhe a pele já queimada.
-Ah, que bom seria se eu estivesse na minha casquinha! Bastava que me recolhesse para dentro dela e pronto! Nem todo esse sol poderia fazer-me mal! Como era fresquinha e agradável, a minha casquinha!

Pela primeira vez, então, a Tartula começou a compreender a importância de sua casca. E a noite chegou, uma lua grande e brilhante substituiu o sol.
-Ainda bem que estou chegando! Já estou vendo a árvore onde mora o Gavião. Lá está ele em seu galho favorito. Tomara que ele esteja dormindo!
A pobrezinha tremia de frio e de medo. Se o Gavião a visse, estaria perdida, sem a casca!!!


Ia passando debaixo do nariz do Gavião, quando este, abrindo o olho, perguntou-lhe:- onde vai a esta hora? Tartula não respondeu. 
- Ah! Deve ser uma salsicha ambulante: com mostarda e pão, você vai bem!! exclamou o Gavião. -Venha cá; acho que vou comê-la...
A pobre Tartula começou a correr pela mata.
O Gavião alçou vôo  e rapidamente a alcançou.
-Pare!!! gritou. - Não adianta correr, que eu te pego mesmo!
 Tartula correu mais ainda. Quase não aguentava mais! O Gavião atirou-se sobre ela e, prendendo-a com suas garras possantes, elevou-se ao ar novamente.
-Ah! Que petisco! Disse o Gavião. Vou carregá-la para o meu ninho e fazer com você um belo sanduíche! Sim senhor! Que belo sanduíche!!!
Tartula a essa altura, berrava, berrava, berrava...
...até que acordou, com seus próprios berros!!! Ela se encontrava em sua casca, no mesmo lugar, dentro da velha toca de tatu, onde se escondera para chorar!!! Tartula compreendeu tudo, então! Adormecera e sonhara tudo aquilo. Ou melhor: tivera um pesadelo. E que pesadelo!
-Ah! Que alívio! Como é bom estar na minha casquinha! Como eu gosto dela! Esse sonho ensinou-me uma lição. Mestre Coruja é quem estava certo!
O Criador sabe o que faz... 
Se ele me deu esta casca, é porque eu não poderia mesmo viver sem ela. Como eu Lhe agradeço por tê-la, agora que sei para que serve!!!

Sugestão de Atividade:
Fazer os personagens da história:

Tartaruga Tartulaa
Gavião




O castelo

¨Limpai primeiro o interior do copo e do prato para que também o exterior fique limpo¨.
Hoje vou contar uma história muito bonita. É a história de um menino que adorava desenhar, principalmente castelos. Seu nome era Alex.
A história se chama: O Castelo de Dora S. Volk.


Alex gostava muito de desenhar castelos com torres altas, janelas e jardins.
Certa noite sonhou que caminhava por uma linda estradinha com árvores, flores e pedrinhas coloridas.
Andou um pouco e viu mais á frente um lindo castelo.
Ficou encantado!
O castelo era rodeado por uma cerca viva com flores de diversas cores. Alex viu por entre a cerca o jardim, onde crianças brincavam, liam e conversavam.


Alex quis entrar mas, por mais que procurasse, não conseguiu encontrar o portão.
Chamou, chamou, mas ninguém ouviu.
Acordou muito chateado. Até a professora na escola quis saber porque ele estava no mundo da lua. Ele respondeu no pensamento: " No mundo da lua não, do castelo!"
Algumas noites se passaram e ele sonhou novamente com o castelo. Mas desta vez, no final da estrada estava um portão em forma de coração. Nele tinha uma placa escrito:

"A Chave deste portão está dentro do seu coração"


Alex procurou a chave no peito mas não encontrou. Procurou ao redor mas não achou.
Acordou, e aquilo que estava escrito no portão não saia do seu pensamento. O que aquelas palavras queriam dizer?

Outro dia Alex sonhou novamente e pensou: "Será que desta vez a chave estará no portão?" Ele queria entrar lá de qualquer jeito!
Quando chegou novamente no portão  procurou pela chave mas não encontrou.

Olhou novamente a placa e as palavras piscavam como luminosos. Nesse momento, como um filme passando em sua mente, lembrou-se de que havia pisado no rabo de um gato, gritado com a mamãe, colocado o pé pro irmãozinho cair, escondido lanche dos colegas, falado mentiras...
Envergonhado, voltou pela estradinha chorando, chorando, chorando...

Assim, ele acordou...
Passou o dia pensando no sonho. Toda vez que ia fazer qualquer coisa errada lembrava-se do portão do castelo.
Á noite, a mãe que havia notado sua tristeza quis saber o motivo. " Aconteceu alguma coisa na escola?"
Alex  contou sobre seu sonho. O castelo  lindo, o jardim com as crianças, o portão trancado, a frase.
-O que faço mamãe? Quero conhecer aquele lugar!

A mãe pensou e perguntou:
- Filho você tem se lembrado de rezar antes de dormir?
- Não, mamãe. Faz tempo que não faço.
-Pois então é bom recomeçar! Vamos rezar juntos e ver o que acontece!


Alex orou: - Meu querido Jesus, quero lhe agradecer pelo dia de hoje e por tudo que tenho. Abençoe o meu lar e a minha família. Ajude-nos a andar sempre no bom caminho. Assim seja. 
Ah, Jesus, me ajude a entrar no castelo dos meus sonhos tá? Prometo ser bonzinho. Obrigado.

A mãe sorrindo deu-lhe um beijo na testa e apagou a luz.
Várias noites se passaram e Alex não sonhou mais com o castelo, mas não deixava de pensar nele...
Começou a mudar seu comportamento, pois sempre se lembrava do portão cada vez que pensava em fazer algo errado.

Passou a sentir-se feliz, parecia que todas as pessoas o amavam, o tratavam bem.
Olhava para a mãe e parecia que ela estava mais alegre. E o irmãozinho com quem sempre brigava, tornara-se seu grande amigo.

O que ele nem desconfiava era que tudo ficara diferente pois ele passara a tratar melhor as pessoas.
Até que certa noite ele sonhou novamente com a estradinha. Foi andando até ver o belo castelo, o jardim florido, o portão e finalmente a placa. Surpresa! Nela estava escrito:

"Alex, seja bem-vindo! Entre!"

Com o coração batendo forte, Alex entrou. Que maravilha! Que jardim! As crianças vieram abraçá-lo, e convidaram-no a brincar. Alex sentia-se leve, podia correr, pular, sem se cansar.
Havia crianças ouvindo histórias, desenhando, cantando, brincando. Depois, Alex ficou sonolento, sonolento... Deitou-se embaixo de uma árvore e dormiu.

-Vamos Alex! Acorde!
Ah! O que foi? Cadê o castelo?
Que castelo Alex? Acorde, vamos, está atrasado para a escola!
-Já? Já é dia?
- Já, meu filho. Acho que seu sonho foi muito bom não?
-Foi mamãe! Consegui entrar no castelo!

Alex beijou a mãe e foi para escola sorrindo e pensando: "quando será que vou ter esse sonho de novo?
Será que entrarei novamente no castelo?"
E em pensamento, ele mesmo responde:
"- A chave do castelo está em meu coração. Vou vigiar meus pensamentos e controlar minhas atitudes para que, quando sonhar com o castelo, eu sempre possa entrar,"
(Adaptação do livro O Castelo)

Dinâmica:

Lavar um copo somente por fora deixando o interior sujo e oferecer água para as crianças (não deixe que elas bebam!).
Elas mesmas chegarão á conclusão da necessidade de lavar o copo interiormente.
Então, questionar:
-como se faz para limpar o interior da alma?

Sugerir:
Fazer um coração com cartolina e toda noite escrever de verde suas atitudes ruins e de laranja as boas atitudes.
A própria criança deverá avaliar suas atitudes todos os dias e pensar no que pode melhorar.




Empatia

Perguntar às crianças se elas já ouviram essas palavras e se elas sabem o que significa.

Simpatia - quando alguém nos agrada sem fazer força. Pensa como a gente, temos os mesmos gostos...


Antipatia - Quando a gente não vai com a cara de uma ou várias pessoas. Que ela, ou elas fazem coisas ou gostam de coisas que a gente não gosta.


Apatia - quando não temos nenhum sentimento pelo outro. Nem bom, nem mau.

E empatia? Você já ouviu essa palavra?


Se colocar no lugar do outro, tentar sentir o que o outro sente e daí tentar ajudar.
 Vou contar um conto para entender melhor esse negócio de empatia:

A mulher e a bolacha

Era uma vez uma moça que estava à espera de seu voo, na sala de embarque de um grande aeroporto. 
Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas. 
Sentou-se numa poltrona, na sala VIP do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um homem. 
Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. 

Apenas pensou : "Mas que cara de pau! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!!!" 
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou: 
"Ah. O que será que este abusado vai fazer agora?" Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah!!! Aquilo era demais !!! Ela estava bufando de raiva ! Então, ela pegou o seu livro e as suas coisas e se dirigiu ao local de embarque. 
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião olhou dentro da bolsa para pegar uma caneta, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho !!! 
Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a errada era ela sempre tão distraída! Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro da sua bolsa.... 
O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele. 
E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas! 
Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto? 
Antes de concluir, observe melhor! 
Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa! 
Não pense o que não sabe sobre as pessoas. 

Existem quatro coisas na vida que não se recuperam: 
- a pedra, depois de atirada;

- a palavra, depois de proferida;

- a ocasião, depois de perdida;
- e o tempo, depois de passado". 

Então crianças, o nosso mundo está precisando de mais empatia. É muito fácil julgar o outro, se não nos colocamos no lugar dele. (Perguntar ás crianças se elas já presenciaram alguma  situação que teve ou que poderia ter tido empatia. Comentar). Jesus nos ensinou que devemos amar ao próximo como a nós mesmos. Isso é ou não é empatia?

Alguns vídeos sobre empatia:




Atividade

Fazer um desenho que exemplifique um gesto de empatia

A árvore que aprendeu a ser feliz

A árvore que aprendeu a ser feliz - autora: Dora S. Volk
ilustrações: Sandra M. Volk

(Essa história é ótima inclusive para ser representada, hoje resolvi contá-la e mostrar as ilustrações que são uma gracinha!)

Uma sementinha, carregada pelo vento, caiu no chão de uma floresta.
A terra, ali, era bem fofinha.
Alguns raios de sol iluminavam e aqueciam aquele lugar.


Tudo isso fez com que a sementinha germinasse, surgindo, assim, uma plantinha. A plantinha cresceu bem depressa e logo ficou mais alta que as árvores que lá viviam.
Por isso, ela começou a se achar muito importante e vivia dizendo:
-Vejam como sou alta e forte! Vejo o Sol todos os dia, primeiro que vocês!


-Cuidado, dizia uma das árvores. Se vier uma tempestade, a primeira a ser atingida por um raio será você...
-Imagine só, alta e forte como sou, nada me atingirá! - ela retrucava. Outra árvore, que já havia vivido muitos anos, também dizia: - Não se orgulhe tanto! Se o homem aparecer por aqui com seu machado, é a você que ele verá primeiro!


Acreditando que nada lhe aconteceria, ela pensava: "Ora, elas estão é com inveja da minha beleza!"
Ela não deixava que os pássaros nela pousassem ou fizessem seus ninhos.
Espantava também as borboletas e as abelhas:
-Cho! Cho! - dizia, sacudindo-se. - Saiam! Vocês vão quebrar e sujar meus galhos!


As árvores mais velhas continuavam aconselhando:
-Você precisa ser útil! Os pássaros precisam de seus galhos para fazer seus ninhos e as abelhas, do néctar de suas flores...
Mas ela fingia que não ouvia.
A árvore parecia feliz. Mas, secretamente, sofria, porque as flores que enfeitavam seus galhos na primavera, caiam murchas, sem se transformarem em frutos.
Ela não sabia que, para das frutos, precisava do auxílio dos insetos, que levam o pólen de uma flor a outra.
Certo dia, durante uma tempestade, ela, que era a mais alta, foi atingida por um raio.


Pobre árvore! Quase não restou nada dela!
Parecendo estar morta, sofria por ter perdido sua beleza. Com o passar do tempo, começou a se lembrar dos conselhos dados pelas árvores mais velhas e percebeu que nada fizera de bom em sua vida.
Arrependida, passou a pedir a Deus uma nova oportunidade.
Chegou novamente a época das chuvas, dando nova vida á floresta.

A árvore, mesmo queimada, sentiu que alguma coisa estava acontecendo com ela.
Alguns brotinhos começaram a surgir.
Os brotinhos se desenvolveram, formando lindos galhos.
Feliz, ela agora desejava que os pássaros se aproximassem e dizia:
- Venham! Venham fazer seus ninhos!

Quando chegou a primavera, seus galhos cobriram-se de flores perfumadas, atraindo borboletas, abelhas e beija-flores.
A árvore sentiu-se feliz com a chegada deles.
As flores deram deliciosas frutas vermelhas que alimentavam muitos pássaros da floresta e eles cantavam, felizes, em agradecimento.
Há, agora, muita alegria naquele lugar.
A árvore, modificada, não se cansa de agradecer a Deus porque, sendo útil, encontrou a felicidade.



Dinâmica:
Dividir a turma em grupos, distribuir quebra-cabeças que terão pelo menos um peça trocada entre si.
Fiz com ilustrações em tamanho grande de revistas. Fiz o traço do quebra cabeça, colei em cartolina e recortei. Mas pra quem preferir, segue alguns modelos que podem ser impressos:



Observar: como trabalham em equipe, como se ajudam como turma...
Perguntar: quais foram as dificuldades e o que fizeram para resolver.
Objetivo: mostrar a importância do trabalho em grupo, de se ajudarem. 

Assim como na brincadeira, na vida precisamos da colaboração das pessoas. Em muitos momentos podemos ajudar e sermos ajudados.


Uma música para alegrar! Árvore Feliz!