22/08/2012

Gratidão

Poema da gratidão

Perguntar as crianças:O quê é gratidão?Ouvir suas respostas

Em seguida perguntar:Por que agradecer?

Fazer a seguinte dinâmica com eles:

1º. vendar os olhos das crianças (pode ser no máximo três, podendo trocar de crianças depois).Deixar que elas andem pela sala com auxílio das mãos para identificar os lugares, e deixar que as outras crianças dêem dicas para elas não se machucarem.

Ao tirarem as vendas comentar o que acharam:quais foram as dificuldades, o que sentiram.

2° colocar uma música suave e pedir para elas ouvirem tentando identificar os sons (preferência música com sons da natureza).Depois deixar eles comentarem

Concluir:Viram como é importante os nossos sentidos?Perceberam como foi difícil andar num ambiente sem ver?Como teria sido difícil se não fossem as mãos, para apalpar, e os colegas para nos avisar dos obstáculos...Ouviram que música linda? Como seria se não tivéssemos audição?Só o silêncio...

Mas provavelmente vocês conheçam alguém que não tenha algum desses sentidos mas é feliz(deixar eles comentarem)!Provavelmente tenham outras formas de conseguirem viver bem apesar das limitações.

Por isso devemos ser gratos por tudo que temos na vida!

Então declamar a seguinte poesia ás crianças com auxílio de ilustrações:


Poema da Gratidão

Senhor Jesus, muito obrigada!
Pelo ar que nos dás,
Pelo pão que nos deste,
Pela roupa que nos veste,
Pela alegria que possuímos,
Por tudo de que nos nutrimos.
Muito obrigada, pela beleza da paisagem,
Pelas aves que voam no céu de anil,
Pelas Tuas dádivas mil!


Muito obrigada, Senhor!
Pelos olhos que temos...
Olhos que vêm o céu, que vêm a terra e o mar,
Que contemplam toda beleza!
Olhos que se iluminam de amor
Ante o majestoso festival de cor
Da generosa Natureza!
E os que perderam a visão?
Deixa-me rogar por eles
Ao Teu nobre Coração!
Eu sei que depois desta vida,
Além da morte,
Voltarão a ver com alegria incontida...




Muito obrigada pelos ouvidos meus,
Pelos ouvidos que me foram dados por Deus.
Obrigada, Senhor, porque posso escutar
O Teu nome sublime, e, assim, posso amar.
Obrigada pelos ouvidos que registram:
A sinfonia da vida,
No trabalho, na dor, na lida...
O gemido e o canto do vento nos galhos do olmeiro,
As lágrimas doridas do mundo inteiro
E a voz longínqua do cancioneiro...
E os que perderam a faculdade de escutar?
Deixa-me por eles rogar...
Eu sei que no Teu Reino voltarão a sonhar.



Obrigada, Senhor, pela minha voz.
Mas também pela voz que ama,
Pela voz que canta,
Pela voz que ajuda,
Pela voz que socorre,
Pela voz que ensina,
Pela voz que ilumina...
E pela voz que fala de amor,
Obrigada, Senhor!
Recordo-me, sofrendo, daqueles
Que perderam o dom de falar
E o teu nome sequer podem pronunciar!...
Os que vivem atormentados na afasia
E não podem cantar nem à noite, nem ao dia...
Eu suplico por eles
Sabendo que mais tarde,
No Teu Reino, voltarão a falar.


Obrigada, Senhor, por estas mãos, que são minhas
Alavancas da ação, do progresso, da redenção.
Agradeço pelas mãos que acenam adeuses,
Pelas mãos que fazem ternura,
E que socorrem na amargura;
Pelas mãos que acarinham,
Pelas mãos que elaboram as leis
E pelas que as feridas cicatrizam
Retificando as carnes partidas,
A fim de diminuírem as dores de muitas vidas!
Pelas mãos que trabalham o solo,
Que amparam o sofrimento estancam lágrimas,
Pelas mãos que ajudam os que sofrem,
Os que padecem...
Pelas mãos que brilham nestes traços,
Como estrelas sublimes fulgindo nos meus braços!
...E pelos pés que me levam a marchar,
Erecto, firme a caminhar,
Pés da renúncia que seguem
Humildes e nobres sem reclamar.
E os que estão amputados, os aleijados,
Os feridos e os deformados,
Os que estão retidos na expiação
Por crimes praticados noutra encarnação,
Eu rogo por eles e posso afirmar
Que no Teu Reino, após a lida
Desta dolorosa vida,
Poderão bailar
E em transportes sublimes com os seus braços também afagar.
Sei que lá tudo é possível
Quando Tu queres ofertar,
Mesmo o que na Terra parece incrível!


Obrigada, Senhor, pelo meu lar,
O recanto de paz ou escola de amor,
A mansão de glória
Ou pequeno quartinho,
O palácio ou tapera, o tugúrio ou a casa de miséria!
Obrigada, Senhor, pelo amor que eu tenho e
Pelo lar que é meu...
Mas, se eu sequer
Nem um lar tiver
Ou teto amigo para me abrigar
Nem outra coisa para me confortar,
Se eu não possuir nada,
Senão as estradas e as estrelas do céu,
Como sendo o leito de repouso e o suave lençol,
E ao meu lado ninguém existir, vivendo e chorando sozinho ao léu...
Sem um alguém para me consolar
Direi, cantarei, ainda:
Obrigada, Senhor, porque te amo e sei que me amas,
Porque me deste a vida
Jovial, alegre, por Teu amor favorecida...
Obrigada, Senhor, porque nasci,
Obrigada, porque creio em Ti.
...E porque me socorres com amor,
Hoje e sempre,
Obrigada, Senhor!


Autor:
Divaldo Pereira Franco ( médium )
Amélia Rodrigues ( espírito )

 

Depois do poema distribuir um lanche á eles exercendo a gratidão: a medida que entregar o lanche agradecer á Deus pela instituição onde tivemos a chance de nos encontrar ensinando e aprendendo juntos, agradecer pelas crianças que acordam cedo enfrentando o frio e o sono e nos dá o prazer de suas companhia e a oportunidade de reviver a alegria da infância!!!

Encerrar a aulinha com um desenho livre onde cada um agradecerá a Deus pelo que quiser.Quem preferir poderá escrever.